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Portal de Notícias da Universidade do Porto
Actualizado: há 37 minutos 43 segundos atrás

Universidade apresenta “Porto de Virtudes”

Seg, 26/06/2017 - 12:26

Distinguido com um dos dez Prémios de Inovação Pedagógica U.Porto 2017, o projeto “Porto de Virtudes” vai ser apresentado no próximo dia 29 de junho, envolve 22 estudantes e tem dois objetivos principais: a aprendizagem de um processo de investigação sobre uma paisagem histórica urbana e a criação de um programa cultural.

Com visitas temáticas, workshops artísticos (inscrições gratuitas e limitadas às vagas existentes) e uma exposição que depois de inaugurada, nos jardins da Cooperativa Arvore, ficará disponível na plataforma Google Arts & Culture, o “Porto de Virtudes” irá proporcionar um conjunto de atividades, a decorrer entre os dias 29 de junho e 1 de julho, que pretendem dar a conhecer esta paisagem histórica urbana.

O Passeio, o jardim, as habitações, a malha urbana e todos os equipamentos que o integram fazem das Virtudes um espaço de interesse patrimonial. Dominado, no século XVIII, por uma quinta periurbana, o Lugar das Virtudes foi alvo de um conjunto de transformações, na passagem para o século seguinte, nomeadamente a criação de um passeio público e a consolidação da frente urbana. Uma parte dos terrenos da quinta deu lugar a um horto, que se manteve até ao século XX, sendo posteriormente transformado em jardim público pela Câmara Municipal do Porto. O Passeio das Virtudes é o único espaço verde da área classificada como Património Mundial.

O projeto, desenvolvido no âmbito do Mestrado em História da Arte, Património e Cultura Visual da Faculdade de Letras da U.Porto, é coordenado pela FLUP, conta com a colaboração do CITCEM, da Árvore – Cooperativa de Atividades Artísticas, da Câmara Municipal do Porto e da U.Porto.

A apresentação do “Porto de Virtudes” terá lugar na Árvore – Cooperativa de Atividades Artísticas, à Rua Azevedo de Albuquerque, no Porto, dia 29 de junho, às 18h30 e contará com as presenças do Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, do Reitor da U.Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, dos vice-reitores Fátima Marinho e Pedro Teixeira e do pró-reitor Fernando Remião.

Marcelo Rebelo de Sousa inaugura Galeria da Biodiversidade

Seg, 26/06/2017 - 12:17

A Casa Andresen, no Jardim Botânico do Porto, é agora a Galeria de Biodiversidade – Centro Ciência Viva.

A Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva, instalada na Casa Andresen (Jardim Botânico do Porto), vai ser oficialmente inaugurada no dia 30 de junho pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo.

Numa cerimónia que contará ainda com a participação do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e da presidente da Agência Ciência Viva, Rosalia Vargas, a inauguração da Galeria da Biodiversidade marcará a abertura ao público do primeiro polo do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto e, simultaneamente, do primeiro Centro Ciência Viva dedicado especificamente à biodiversidade.

O esqueleto de baleia que foi o ex-libris do Museu de Zoologia da FCUP paira agora sobre os visitantes da Galeria da Biodiversidade.

A casa que foi palco das brincadeiras de criança de Ruben A. e Sophia de Mello Breyner e que ainda hoje tem o nome da família Andresen, foi transformado numa galeria onde a arte se cruza com a biologia e a história natural, estimulando uma panóplia de experiências sensoriais, propositada e cuidadosamente concebidas para celebrar a diversidade da vida.

No local, os visitantes poderão encontrar um conjunto exemplar de 49 módulos expositivos e instalações, muitos dos quais desenvolvidos ou adaptados especificamente para a sua exposição permanente, que se organizam em 15 temas principais através dos quais se abordam os mais variados aspetos da diversidade biológica e cultural que hoje conhecemos.

O espaço combina arte e ciência, explorando toda a diversidade da vida existente no nosso planeta.

Com funcionalidades e características inovadoras, e devidamente enquadradas numa rica e diversificada gama de recursos museográficos, que vão desde modelos mecânicos até às mais sofisticadas plataformas multimédia e audiovisuais, esta nova e única plataforma cultural convida os visitantes a embarcar numa viagem através da ciência, literatura e arte, durante a qual serão contadas as mais belas histórias sobre a vida.

A Galeria da Biodiversidade e o próprio Jardim Botânico vão integrar-se no Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto que terá o seu polo central no edifício da Reitoria da Universidade, que está ainda a ser sujeito a uma profunda intervenção de reabilitação, não só ao nível da requalificação infraestrutural, mas também no que diz respeito ao tratamento e reacondicionamento das suas coleções e à redefinição do seu discurso museográfico.

A Vida é o tema corrente na exposição permanente da Galeria da Biodiversidade.

Será neste polo central, em plena Baixa portuense e com vista para a Torre dos Clérigos, que ficarão concentradas as históricas coleções museológicas de geologia, paleontologia, zoologia, arqueologia e etnografia, botânica e ciência que ao longo dos últimos séculos foram sendo adquiridas ou doadas à Universidade do Porto.

Indian Institutes of Technology visitam FEUP, UPTEC, INEGI e INESC TEC

Seg, 26/06/2017 - 09:49

Roorkee e Gandhinagar foram as duas escolas indianas representadas na visita (foto: D.R.)

No dia 21 de junho, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto (UPTEC), o Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI) e o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) receberam a visita de uma delegação com representantes de duas entidades dos Indian Institutes of Technology (IIT), com o objetivo de dar a conhecer as áreas de ensino, investigação e inovação, bem como promover potenciais parcerias entre as entidades.

Os visitantes foram recebidos na noite anterior à visita, dia 20 de junho, num jantar que decorreu no Palácio da Bolsa e que contou com a presença do Reitor da U.Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, e de representantes das instituições envolvidas.

O programa da visita de dia 21 arrancou com uma passagem pelo UPTEC, onde foram apresentados o modelo de incubação de startups e de acolhimento dos centros de inovação, os moldes de funcionamento do Parque, exemplos de empresas incubadas e programas de aceleração.

Seguiu-se uma passagem por alguns laboratórios da FEUP, nomeadamente pelos departamentos de Engenharia Química, Civil e Eletrotécnica e de Computadores, onde foram apresentadas tecnologias e projetos de destaque. Algumas das soluções exibidas poderão, inclusivamente, minorar alguns problemas detetados na realidade indiana.

A comitiva visitou ainda os institutos de interface INEGI e INESC TEC, no sentido de ficar a conhecer o seu trabalho, algumas tecnologias e projetos aí desenvolvidos. Para terminar a visita do dia, a delegação passou ainda pelo Centre of Engineering and Product Development (CEiiA), um centro de desenvolvimento de tecnologia sediado em Matosinhos.

A visita à FEUP, UPTEC e institutos de interface INEGI e INESC TEC decorreu no âmbito de uma missão alargada da comitiva indiana, que decorreu de 19 a 24 de junho, e que consistiu na visita às principais escolas de engenharia do país, com o objetivo de reforçar a cooperação científica entre os IIT e as universidades portuguesas. “Joint Collaborative Program IIT – PORTUGAL” é o nome do Memorando de Entendimento cuja assinatura pelos responsáveis governamentais de ambos os países culminou o programa da delegação, no dia 24 de junho, em Lisboa, consubstanciando a relação de cooperação.

João Falcão e Cunha, Diretor da FEUP, reforça a importância destas iniciativas e formas de colaboração: “Os IIT são institutos universitários de elite e com grande prestígio internacional, frequentemente pioneiros na Índia em educação, investigação e inovação. O estabelecimento de relações recíprocas mais próximas permitirá o desenvolvimento de projetos colaborativos ambiciosos, validados e com potencial impacto num largo espectro económico e social. Simbolicamente, considero muito importante um trabalho conjunto com estas entidades indianas atendendo ao relacionamento histórico especial que Portugal tem com a Índia desde o final do século XV. Muitos portugueses sentem-se em casa na Índia e a FEUP tudo fará para que os colaboradores e parceiros dos IIT envolvidos nestes projetos se sintam também em suas casas quando estiverem em Portugal”.

Os Indian Institutes of Technology de Roorkee e de Gandhinagar foram as duas escolas indianas representadas nesta visita. Roorkee, sediada no estado de Uttarakhand foi, inclusivamente, a primeira escola de engenharia no Império Britânico ultramarino, com mais de 160 anos de existência e, a partir de 1949, a primeira Universidade de Engenharia da Índia independente. Já Gandhinagar, localizada no estado de Gujarat, é uma escola com forte aposta na interdisciplinaridade, educação e inovação na engenharia.

Sobre os IIT (Indian Institutes of Technology)

Os Institutos Indianos de Tecnologia (IIT) são um grupo de instituições públicas e autónomas de ensino superior, nas áreas da tecnologia, com sede na Índia. Governado pela Lei dos Institutos de Tecnologia (1961), que os declarou como instituições de importância nacional, este grupo é formado por 23 entidades, interligadas entre si através de um Conselho de IIT comum, que supervisiona a sua administração.

Este grupo tem como grande objetivo contribuir para a excelência na educação e na investigação científica e técnica, tanto na Índia como no Mundo, funcionando como um importante recurso tanto para a indústria como para a sociedade.

José Luís Borges Coelho é o próximo Honoris Causa da U.Porto

Seg, 26/06/2017 - 08:00

O maestro José Luís Borges Coelho, fundador do Coral de Letras da Universidade do Porto e autor de uma notável obra de estudo e divulgação da música portuguesa, vai juntar-se no próximo dia 3 de julho à restrita galeria dos Doutores Honoris Causa da Universidade do Porto.

Na base da proposta de atribuição do título honorífico está o “incansável trabalho, de excecional qualidade” desenvolvido por José Luís Borges Coelho na direção do Coral de Letras, “que fundou, divulgando e promovendo a Universidade do Porto a nível nacional e internacional, há mais de 50 anos”. O documento homologado pelo Reitor da U.Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, refere-se ainda ao homenageado como “uma personalidade eminente, a quem foi atribuída a medalha de mérito, grau de ouro, da Câmara Municipal do Porto”.

A música, a história, o ensino e a participação cívica cruzam-se no percurso do próximo Honoris Causa da U.Porto. Natural de Murça, onde nasceu em 1940,  concluiu o Curso Superior de Canto do Conservatório de Música do Porto. Em 1968, licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Professor em diversas instituições dedicadas ao ensino especializado da música e do teatro, foi presidente do Conselho Diretivo do Liceu Alexandre Herculano (Porto) e do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, assim como diretor pedagógico da Academia de Música de Viana do Castelo e da Cooperativa de Ensino Superior Artístico Árvore (Porto). Presidiu também ao Conselho Científico da ESMAE — Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto.

Licenciado em História pela FLUP, dirige o Coral de Letras desde a sua fundação, em 1966. (Fotos: Casa da Música)

Em paralelo, desenvolveu uma intensa atividade artística, reconhecida em Portugal e além-fronteiras. Para além do Coral de Letras, que dirige desde a sua fundação, em 1966, dirigiu o Coro Misto Sacro de S. Tarcísio, o Orfeão Universitário do Porto, o Coro do Círculo Portuense de Ópera (1983-1994) e o Ensemble Clepsidra. Orientou ateliês de música de autores portugueses e criou música original para vários espetáculos do Teatro Experimental do Porto e da Seiva Trupe, tendo ainda colaborado em diversos filmes de Manoel de Oliveira.

Maestro de méritos reconhecidos, José Luís Borges Coelho destaca-se ainda pelo trabalho que vem desenvolvendo no estudo da música portuguesa e, em particular, da música coral de Fernando Lopes Graça. Colaborou também na edição, pela Casa da Música, de Aquela Nuvem e Outras, de Fernando Lopes Graça e Eugénio de Andrade, com ilustrações de Rogério Ribeiro.

Ao perfil de José Luís Borges Coelho não pode faltar, por fim, uma referência à sua intensa atividade sindical, política (militante do PCP, foi membro fundador do Sindicato dos Professores da Zona Norte e da Associação dos Profissionais do Ensino da Música) e cívica. Membro dos Conselhos Gerais da Culturporto, da Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto, do Instituto Politécnico do Porto e do Conservatório de Música do Porto e da Cooperativa Árvore, integrou o Conselho de Administração da Sociedade Porto 2001 e da Fundação Casa da Música (2006-2013).

Entre as distinções que acumulou ao longo da carreira incluem-se o Galardão de Mérito Associativo, pela Associação das Coletividades do Concelho do Porto, e a Medalha de Mérito, Grau Ouro, atribuída pela Câmara Municipal do Porto.

A cerimónia de atribuição do título de Doutor Honoris Causa a José Luís Borges Coelho tem início às 11h00, no Salão Nobre do edifício da Reitoria da U.Porto, e será presidida pelo Reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo. A sessão contará ainda com as intervenções de Paulo Vaz de Carvalho, guitarrista e professor do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, que proferirá o elogio ao doutorando, e de José Paiva, diretor da Faculdade de Belas Artes da U.Porto (FBAUP) e padrinho do futuro Honoris Causa.

José Luís Borges Coelho será o 94.º Doutor Honoris Causa da Universidade do Porto em 106 anos de história da instituição.

U.Porto assina dois novos contratos de licença de tecnologia

Dom, 25/06/2017 - 10:00

“A proteção e comercialização da propriedade intelectual são das formas mais relevantes de a U.Porto contribuir para a valorização do conhecimento” – são as palavras de Carlos Brito, pró-reitor para a Inovação e Empreendedorismo, acerca dos contratos de licença assinados recentemente entre a Universidade do Porto e as empresas Addvolt e DIDIMO. “Estes dois acordos representam um importante passo na prossecução da Terceira Missão da Universidade”, acrescenta.

A equipa da Addvolt criou um sistema inovador  para alimentar o sistema de refrigeração de camiões-frigoríficos. (Foto: DR)

As empresas, contudo, não podiam ser de áreas mais diferentes. Por um lado, a Addvolt (na fotografia, à esquerda), da qual fazem parte os inventores da solução “Energy harvesting for a transport vehicle”. É uma tecnologia que nasceu na Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP), como resultado dos trabalhos de mestrado do investigador Bruno Azevedo; depois de patenteada, deu origem ao desenvolvimento do produto WeTruck. Este inovador sistema, que permite aproveitar energia solar e cinética de um veículo, de modo a produzir eletricidade suficiente para alimentar o sistema de refrigeração de camiões-frigoríficos, valeu à equipa de investigação da FEUP o 1º lugar no iUP25k 2014. Atualmente a Addvolt está focada no “processo de industrialização da solução e também em operações para colocar o produto em circulação nas principais capitais europeias, tais como Madrid ou Berlim”, conta Bruno Azevedo.

A DIDIMO desenvolveu uma aplicação que permite a qualquer pessoa criar o seu próprio Avatar em poucos minutos. (Foto: DR)

Por outro lado, a DIDIMO (na fotografia em baixo, à direita), empresa criada por Verónica Orvalho, da Faculdade de Ciências da U.Porto, tem no seu core business a missão de contribuir para “ajudar a transformar a maneira como se comunica no mundo digital”, refere a investigadora. Para isso, a empresa desenvolveu uma aplicação que permite que qualquer pessoa crie, em cerca de vinte minutos, um Avatar pronto a utilizar em filmes, videojogos e outro tipo de conteúdos digitais em 3D. Também esta inovação valeu à equipa o 1º lugar no iUP25k, desta vez em 2015, e, tal como a Addvolt, a DIDIMO vai empenhar-se agora no desenvolvimento do produto e na análise e entrada no mercado: “Queremos continuar a desenvolver a nossa tecnologia e otimizá-la. Estamos já a criar parcerias com grandes empresas da área, mas também com agentes mais pequenos”, refere Verónica Orvalho.

Os contratos celebrados com a U.Porto são, também eles, diferentes. No caso da Addvolt trata-se de um contrato de cessão de quota relativo à patente da tecnologia “Energy harvesting for a transport vehicle”, cuja titularidade é dividida entre a empresa (60%) e a U.Porto (40%), uma vez que quatro dos inventores do WeTruck não são quadros da Universidade do Porto. Este acordo contempla também a transmissão em exclusivo do direito de exploração comercial da tecnologia para a Addvolt. A U.Porto, por sua vez, obterá royalties e ainda o equivalente a todos os custos com a patente, como troca pelo uso da tecnologia para fins comerciais. Por sua vez, o contrato entre a DIDIMO e a U.Porto é um licenciamento convencional, no qual se estipulou que a Universidade (50%) e o IT – Instituto de Telecomunicações (50%), vão receber um royalty sobre as vendas da empresa. A diferença, quando comparado com o da Addvolt, é a impossibilidade de se proteger, através de patente, a solução técnica que está na base do “produto” que a DIDIMO desenvolve. A solução técnica que está na base da criação de Avatares tem por base um software criado na U.Porto, e o software está enquadrado por direitos de autor e direitos conexos. Assim sendo, protegeu-se o mesmo dessa forma e viabilizou-se o negócio de licenciamento.

Filipe Castro, da U.Porto Inovação, que acompanhou ambos os processos desde o início, destaca que as vantagens destes acordos são mútuas. Em primeiro lugar para a Universidade do Porto, pois representam um “reforço do ecossistema do seu sistema de inovação e empreendedorismo, contribuindo assim para a criação de negócios de base tecnológica, negócios estes que são mais competitivos e com elevado maior potencial de crescimento”, refere. Por outro lado, também as empresas beneficiam destes acordos, ficando “a ganhar com o acesso a tecnologias e competências especializadas, bem como a infraestruturas de ciência e tecnologia. Em conjunto, as condições acordadas entre a Universidade e as empresas permitem obter financiamento com mais facilidade, quer na ótica das empresas, quer no que respeita aos projetos científicos e tecnológicos da U.Porto”, refere Filipe Castro. Verónica Orvalho concorda totalmente, afirmando que este contrato foi “o ponto de partida para o nascimento da tecnologia da DIDIMO”.

Os contratos com a Addvolt e a DIDIMO foram assinados no mês de abril. Ambos têm uma duração de 20 anos, e contemplam a possibilidade de abarcar desenvolvimentos futuros que venham a ser feitos entre as empresas licenciadas e a Universidade do Porto. Carlos Brito, pró-reitor para a Inovação e Empreendedorismo, afirma que este foi um verdadeiro trabalho em equipa dos três envolvidos no processo: “Os investigadores, que estiveram na base das invenções; as empresas, que as adotaram como soluções de negócio transformando-as em vantagens competitivas; e a U.Porto Inovação, pelo papel de interface e valorização que assume dentro do nosso ecossistema”, refere. Maria Oliveira, coordenadora da U.Porto Inovação, acrescenta que, desta forma, “o gabinete de transferência de conhecimento da U.Porto continua a contribuir ativamente para a Terceira Missão, nomeadamente ao nível da aproximação ao tecido empresarial valorizando de forma efetiva o conhecimento produzido na Universidade”.

Investigadora do CINTESIS lidera Comissão Científica da SESAM

Sáb, 24/06/2017 - 10:00

Carla Sá Couto é a diretora do Centro de Simulação Biomédica da Faculdade de Medicina da U.Porto. (Foto: DR)

Carla Sá Couto, investigadora do Centro Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), Unidade de I&D da Universidade do Porto, e diretora do Centro de Simulação Biomédica da Faculdade de Medicina da U.Porto (FMUP), é a nova presidente da Comissão Científica da SESAM – Sociedade Europeia de Simulação Aplicada à Medicina. “Este convite é uma honra”, afirma a investigadora, que irá agora constituir a equipa que deverá acompanhá-la nestas novas funções à frente daquele organismo internacional com 23 anos de existência.

Os objetivos da nova liderança da SESAM passam por promover o reconhecimento da associação fora da Europa, e continuar a trabalhar na estandardização de processos, bem como estimular a entrada de outras especialidades na simulação. “A SESAM tem de ter abertura para atrair outras especialidades, para além da Medicina e da Enfermagem, que podem beneficiar da simulação. No Congresso deste ano tivemos várias submissões, por exemplo, na área da Saúde Mental”, aponta a nova responsável.

Carla Sá Couto é uma especialista com um extenso currículo na área da simulação, com um “background” científico que inclui vários trabalhos desenvolvidos como investigadora do CINTESIS. Entre os projetos apresentados no último Congresso da SESAM, que se realizou em junho, em Paris, está o CPR – Personal Trainer, desenvolvido no âmbito desta Unidade de I&D da U.Porto.

“No ano passado, apresentámos o protótipo. Este ano apresentámos já alguns resultados de um estudo que fizemos para validar esta ferramenta. Este é um dos projetos que tem vindo a crescer, mas há outros, como a implementação da simulação como ferramenta de avaliação educativa e a criação de novas unidades curriculares na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto”, explica a investigadora.

Carla Sá Couto está igualmente a desenvolver projetos relacionados com o treino de competências de comunicação clínica e de comunicação em equipas de saúde, no sentido de promover a aquisição de competências que permitam otimizar a prestação dos cuidados e aumentar a segurança do doente.

A nomeação de Carla Sá Couto para a SESAM surge numa altura em que o reconhecimento da simulação como uma ferramenta pedagógica, de treino e de avaliação é “inegável”.  Como frisa, “a simulação é mais do que simuladores e tecnologia. É, na realidade, uma técnica pedagógica que inclui tudo o que se possa utilizar para mimetizar o evento real, de forma imersiva, simulando situações tão variadas como um encontro entre um médico e um doente ou uma situação de emergência em que toda uma equipa multiprofissional é desafiada a gerir um evento crítico. É possível combinar o uso de simuladores com pacientes estandardizados (atores) para tornar o cenário mais realista e permitir o treino de outras competências além das técnicas.

Em suma, “a simulação passou do treino das competências técnicas para as competências não-técnicas, como a liderança, a comunicação e o trabalho de equipa. O próximo passo é a utilização da simulação no estudo e organização dos sistemas de saúde e fluxos de trabalho em larga escala. Esta aplicação permite identificar lacunas nos sistemas de saúde, tornando-os mais seguros e eficientes”.

Há já um conjunto de estudos a nível europeu que validam a o treino com simulação, mostrando impacto positivo no doente. “Há um estudo que mostra um decréscimo de 50% nos casos de encefalopatia neonatal após mais 80% dos profissionais de um bloco de partos ter recebido treino com simulação em emergência obstétrica”, recorda. A propósito, recorde-se que investigadora foi uma das responsáveis pelo nascimento de um simulador de partos (Lucina ChildBirth Simulator), comercializado pela CAE Health Care em todo o mundo.

Parceria Museu Digital da U.Porto e OERN apresentada no Dia Regional do Engenheiro

Sex, 23/06/2017 - 17:00

No âmbito das comemorações do Dia Regional do Engenheiro 2017, promovidas pela Ordem dos Engenheiros – Região Norte (OERN), foram apresentados dois projetos de geolocalização que resultaram nas aplicações #GPSEngenharia, da OERN, e #iwashere, que resulta e se vem juntar ao protótipo da plataforma U.OpenLab desenvolvida no âmbito do projeto Museu Digital da Universidade do Porto, uma iniciativa da Vice-Reitoria da U.Porto para as Relações Externas e Cultura.

Se o #GPSEngenharia procura referenciar a engenharia que “está por todo o lado”, a aplicação #iwashere acresce funcionalidades de “companheiro móvel” que sugere itinerários para partir à descoberta e suportar a cocriação, a disponibilização, o acesso e a partilha de conteúdos digitais, vivências e eventos, conferindo-lhes uma componente lúdica e de rede social que mobiliza em torno do vasto património universitário, das suas pessoas e dos seus percursos a própria academia e os seus muitos e diversificados públicos.

Estes projetos, de base marcadamente interdisciplinar, contaram com a inovadora parceria entre os estudantes das unidades curriculares de Laboratório de Gestão de Projetos, envolvendo as faculdades de Engenharia e de Belas Artes e um dos homenageados do dia, o professor Raul Vidal, e de Gestão do Património (Licenciatura em História da Arte) e Dissertação (Mestrado em História da Arte Portuguesa) da Faculdade de Letras, os Museus da Universidade do Porto, a Universidade Digital e a equipa técnica e científica do projeto Museu Digital da U.Porto.

Orfeonistas do Porto prestam homenagem às vítimas dos incêndios florestais

Sex, 23/06/2017 - 16:24

Concerto vai juntar em palco os membrso dos grupso corais do orfeão Universitário do Porto…

A Universidade do Porto, em parceria com o Orfeão Universitário do Porto (OUP) e a Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto (AAOUP), promove no próximo dia 29 de junho, na Igreja dos Clérigos, um concerto evocativo e solidário para com as famílias das vítimas e populações das localidades mais afetadas pelos incêndios florestais que atingiram recentemente o território português.

e da Associação de Antigos Orfeonistas da U.Porto. (Fotos: DR)

Marcado para as 21h30, o espetáculo vai reunir as vozes dos elementos do OUP, da AAOUP e da Orquestra Sinfónica de Jovens de Santa Maria da Feira, regidas pelos Maestros António Sérgio Ferreira, Paulo Nunes e Paulo Martins. Tudo isto perante uma plateia presidida pelo Reitor da U.Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, e que contará também com a presença de destacadas personalidades da cidade e da comunidade académica.

Com esta iniciativa procura-se dar conta do “sentimento de solidariedade e apoio dos estudantes, da Universidade e da Cidade do Porto às famílias das vítimas e populações das localidades mais afetadas. (…) Na longa tradição altruísta e solidária das gentes da Invicta, a grande comunidade académica da Universidade do Porto não poderia deixar de se associar ao profundo sentido de pesar que grassa em Portugal, face ao drama humano e à calamidade florestal em curso no centro do país”, justifica a organização do concerto.

A entrada é livre.

 

i3S propõe nova “via” para a regeneração do tecido cardíaco

Sex, 23/06/2017 - 15:17

Ana Freire (à dir.) é primeira autora do trabalho desenvolvido no seio da equipa do i3S coordenada por Perpétua Pinto-do-Ó (à esq.) (Foto: DR)

Um importante avanço para terapias celulares na regeneração de tecido cardíaco acaba de ser publicado por uma equipa do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto na revista científica Stem Cell Reports. Os investigadores demonstraram que a molécula Hes5 desempenha um papel crucial na decisão das células muito iniciais do desenvolvimento se diferenciarem em células cardíacas ou, por oposição, em células do sangue. Isto significa que conseguir reativar esta via de diferenciação nos adultos que sofreram um enfarte do miocárdio poderá constituir uma via para a regeneração do tecido cardíaco.

Nas fases iniciais do desenvolvimento do nosso organismo as células vão-se diferenciando e vão-se especializando em resposta a um conjunto de sinais complexos que determinam o seu futuro. Nestas fases, as células que darão origem às células cardíacas provêm do mesmo grupo de células que darão origem às células do sangue. Com este trabalho, «provamos que o efector da via Notch, designado por Hes5, regula o processo de especificação para células progenitoras cardíacas, enquanto bloqueia a informação para se tornarem células do sangue», afirma Perpétua Pinto-do-Ó, coordenadora da equipa. Na verdade suspeitava-se que deveria ser um dos inúmeros sinais de uma complexa rede, a chamada via de sinalização Notch, o responsável pela diferenciação dessas duas linhas, mas desconhecia-se qual deles.

A via de sinalização Notch é importante para a formação do coração, mas não é necessária no coração adulto. No entanto, «em condição de doença, como por exemplo de enfarte do miocárdio, ocorre a reativação desta via para que processos de reparação possam ser iniciados”, afirma Ana Freire, primeira autora do trabalho.

Esta investigadora adianta que «compreender a rede molecular complexa de informação e a identificação dos seus principais efetores, dá-nos pistas essenciais para que possamos desencadear uma resposta de reparação eficiente do tecido cardíaco afetado». O conhecimento de moléculas que determinam a formação das células essenciais à função cardíaca poderá traduzir-se em futuros protocolos para, a partir de células estaminais, gerar in vitro, e de forma mais eficiente, terapias para regenerar o tecido cardíaco.

Faculdade de Ciências abre portas às famílias

Sex, 23/06/2017 - 12:30

Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) promove no próximo dia 1 de julho uma manhã aberta aos alunos do ensino secundário (10º, 11º e 12º anos de escolaridade) e respetivos pais, encarregados de educação, famílias, psicólogos e professores.

Dar a conhecer a oferta formativa e as instalações da faculdade é o grande objetivo da iniciativa “Ciências e Profissão”.  Ao mesmo tempo, pretende-se promover o diálogo com todos os interessados em conhecer a realidade académica e ajudar a planear o futuro de quem escohe um curso da FCUP.

Com início previsto para as 9h30, o evento começará com uma breve sessão de boas vindas pelo Diretor da FCUP, António Fernando Silva. Seguem-se várias sessões de apresentação pelos Diretores de cada curso.

Até final da manhã, os participantes poderão ainda visitar os vários espaços da faculdade, nomeadamente a Biblioteca.

A participação na iniciativa é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia.

Mais informações aqui.

INESC TEC inova na classificação do diagnóstico do cancro da mama

Sex, 23/06/2017 - 09:25

O sistema proposto apresentou uma exatidão de 77,8% nos quatro diferentes tipos de imagens e de 83,3% na classificação carcinoma/não carcinoma. Para os casos com cancro a sensibilidade do método é de 95,6%.

Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de ferramentas mais robustas e eficazes de diagnóstico do cancro da mama, o Centro de Investigação em Engenharia Biomédica (C-BER) do INESC TEC desenvolveu um método inovador que foi agora reconhecido e publicado na Plos One, uma revista científica de referência nas áreas da ciência e da medicina.

O cancro da mama é atualmente uma das principais causas de morte devido a doença oncológica a nível mundial. Como tal, o diagnóstico e o tratamento precoces são essenciais para combater a progressão da doença e reduzir a sua taxa de mortalidade.

O diagnóstico inicia-se normalmente pela análise de tecido retirado numa biópsia, examinado através de uma série de imagens pigmentadas com hematoxilina e eosina. A análise destas imagens não é trivial, observando-se que os especialistas frequentemente discordam no diagnóstico final. Assim, a utilização de sistemas computacionais de diagnóstico vem contribuir para a redução de custos e aumento de eficiência de todo o processo.

Para ultrapassar as dificuldades das abordagens convencionais de classificação, que dependem de extração de características desenhadas para um problema específico baseada em conhecimento médico, os métodos de deep learning estão a tornar-se cada vez mais uma alternativa. Os autores propõem um método de classificação de imagens obtidas em biópsias da mama, pigmentadas com hematoxilina e eosina, recorrendo ao uso de Redes Neuronais Convolucionais  (Convolutional Neural Networks – CNNs). Neste caso, as imagens são classificadas em quatro tipos: tecido normal, lesão benigna, carcinoma localizado ou carcinoma invasivo, e em duas classes: carcinoma e não carcinoma. “O sistema proposto apresentou uma exatidão de 77,8% nos quatro diferentes tipos e de 83,3% na classificação carcinoma/não carcinoma. Para os casos com cancro a sensibilidade do método é de 95,6%”, refere Aurélio Campilho, coordenador do C-BER e professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Este conhecimento e “saber como fazer” de análise microscópica de imagens de histopatologia de tecido mamário ao nível celular (ao nível de uma décima-milésima parte do milímetro), complementa a investigação há anos desenvolvida no INESC TEC de diagnóstico do cancro da mama usando mamografias, que tem uma escala de observação muito superior, de cerca de uma décima do milímetro.

Este estudo surgiu no âmbito do projeto NanoSTIMA – Macro-to-Nano Human Sensing: Towards Integrated Multimodal Health Monitoring and Analytics/NORTE-01-0145-FEDER-000016, financiado pelo Programa Norte 2020, conforme Portugal 2020, e através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Além de Aurélio Campilho, os autores deste estudo são: Teresa Araújo e Guilherme Aresta (investigadores do C-BER), Eduardo Castro (investigador do CTM – Centro de Telecomunicações e Multimedia, também do INESC TEC), juntamente com José Rouco (investigador anterior do C-BER), António Polónia, Catarina Eloy e Paulo Aguiar (investigadores do I3S).

 

FEP debate a transição energética em conferência internacional

Qui, 22/06/2017 - 15:15

Iniciativa visa a discussão e divulgação de novas ideias sobre a transição energética, tendo em visto um futuro de baixo carbono. (Foto: DR)

A Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), em parceria com a Escola de Engenharia da Universidade do Minho, vai promover a terceira conferência internacional “Energy & Environment: bringing together Economics and Engineering”, que terá lugar nos dias 29 e 30 de junho, na Atmosfera M, no Porto (sita na Rua Júlio Dinis, nº 158/160, Porto).

A ICEE vai reunir os principais cientistas, investigadores e representantes de empresas e instituições da área da energia para discussão e divulgação de novas ideias sobre a transição energética, tendo em visto um futuro de baixo carbono.

Entre os oradores convidados destacam-se os keynote speakers Henrik Lund, Professor do Departamento de Desenvolvimento e Planeamento da Universidade de Aalborg (Dinamarca) e  Editor Chefe da revista “Energy”; Jorge Vasconcelos, Presidente da Associação Portuguesa da Economia da Energia e CEO da NEWES – New Energy Solutions; Luc Hens, Professor do Departamento de Economia Aplicada da  Vrije Universiteit Brussels (Bélgica) e Editor Chefe da revista “Environment, Development and Sustainability”; Reinhard Haas, Professor e Diretor do Energy Economics Group na Vienna University of Technology ( Áustria).

“Foram convidados alguns dos especialistas nacionais e internacionais que mais têm contribuído para explicar como a transição energética exige, simultaneamente, que a Economia entenda as alternativas tecnológicas e que se faça entender em tudo o que cada uma delas pode envolver de risco, incerteza, mercados, financiamento e possíveis impactes económicos e sociais, virtuosos ou perversos”, salienta a Professora da FEP e responsável máxima da organização da ICEE 2017, Isabel Soares.

A conferência contará com a participação de investigadores provenientes de dezoito países.

Mais informações aqui .

Investigadores do Cintesis premiados em congresso internacional

Qui, 22/06/2017 - 14:41

Um trabalho desenvolvido por investigadores do Centro Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), Unidade de I&D da Universidade do Porto, recebeu o prémio de melhor póster na sessão “Education of health care professionals & patients”, integrada no EAACI Congress 2017 – Congresso da European Academy of Allergy and Clinical Immunology, que decorreu entre 17 e 21 de junho, em Helsínquia.

Intitulado “Publication trends of Allergy and Clinical and Translational Allergy journals: a MeSH term-based bibliometric analysis”, o estudo premiado é da autoria de Daniel Martinho Dias, Bernardo Sousa Pinto e João Almeida Fonseca, todos eles investigadores do grupo EvidenS.

O trabalho resultou da utilização da ferramenta Syn4Data, desenvolvida no CINTESIS pelos investigadores Daniel Martinho Dias, Júlio Souza e António Soares, com orientação do coordenador deste Centro de Investigação, Altamiro da Costa Pereira.

Tendo por base a utilização de termos MeSH, o Syn4Data permite desenvolver análises que avaliam os tópicos publicados por revistas científicas, departamentos de investigação, ou até mesmo investigadores individuais, num esforço para resolver problemas na área da investigação biomédica.

No estudo vencedor, os autores procederam a uma avaliação dos tópicos de publicação das revistas científicas Allergy e Clinical & Translational Allergy com o objetivo de compreender de que modo diferentes temas na área da alergologia têm vindo a ser valorizados ao longo do tempo por parte destas duas publicações da EAACI.

FCUP comemora o Dia do Asteróide em Serralves

Qui, 22/06/2017 - 11:00

A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) vai comemorar no próximo dia 30 de junho, o Dia do Asteróide, um movimento de alerta global que visa consciencializar a sociedade dos riscos associados ao impacto de asteroides, as medidas para a sua deteção e mitigação dos riscos.

Organizadas pelo Departamento de Física da FCUP, o Centro de Investigação da Terra e do Espaço da Universidade de Coimbra (CITEUC), com a colaboração do Planetário do Porto – Centro de Ciência Viva e do  Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) , as comemorações vão decorrer ao longo dia, nos espaços da Fundação de Serralves.

Cartaz do evento

programa inicia-se às 11h00 com atividades para os mais pequenos (crianças dos 4 aos 12 anos). A sessão de abertura está marcada para as 14h45 e contará com a presença de Orfeu Bertolami (Diretor do DFA – Departamento de Física e Astronomia da FCUP) e de Isabel Pires de Lima (Vice-Presidente Conselho de Administração da Fundação de Serralves).

Seguem-se três momentos dedicados ao mundo dos asteróides, liderados por Orfeu Bertolami, pela astronauta da NASA Nicole Stott, e por Teresa Seixas (DFA/FCUP). A moderar as intervenções estará o investigador Manuel Silva (DFA, CITEUC).

Após uma pausa para café, o programa prossegue a partir das 17h30 com uma visita guiada à exposição de meteoritos com a Prof. Dra. Helena Couto. Para as 18h00 está agendada uma sessão de cartazes e visualização de filmes, seguida da leitura de excertos de “O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry, por Marisa Monteiro, Muse de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP) .

A entrada é livre.

Mais informações na página do evento no Facebook.

IAstro Júnior leva a vida das estrelas ao Planetário do Porto

Qui, 22/06/2017 - 10:18

IAstro Júnior no Planetário do Porto – Centro Ciência Viva

O Instituto de Astrofisica e Ciências do Espaço (IA), em parceria com a revista VISÃO Júnior, promove no próximo sábado, dia 24 de junho, mais uma sessão do IAstro Júnior,  iniciativa que convida crianças dos 7 aos 12 anos a explorar alguns temas temas fascinantes sobre o Espaço e o Universo.

Com início marcada para as 18h00, a sessão terá lugar no Planetário do Porto – Centro Ciência Viva e será dedicada à Vida das Estrelas. Para o efeito, três investigadores do IA terão 10 m

inutos cada um para apresentar este tema e envolver o público com atividades. No final haverá tempo para satisfazer a curiosidade das crianças e responder às suas perguntas.

Iniciado em novembro do ano passado, o IAstro Júnior consiste num conjunto de sessões trimestrais que dá então aos mais novos uma oportunidade de descobrirem o mundo da astronomia lado a lado com investigadores “de carne e osso”. Para além do do Planetário do Porto – Centro Ciência Viva, a iniciativa passa também pelo Planetário Calouste Gulbenkian – Centro Ciência Viva.

As sessões são gratuitas mas requerem inscrição prévia em: www.iastro.pt/iastrojunior/

Sobre o IA

Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço é (IA) é uma estrutura de investigação criada em 2014, em resultado da fusão entre as duas unidades de investigação mais proeminentes no campo em Portugal: o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) e o Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa (CAAUL). Atualmente engloba a maioria da produção científica nacional na área, tendo sido avaliado como “Excelente” na última avaliação que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) encomendou à European Science Foundation (ESF).

Cientistas do IA em missão espacial para descobrir planetas semelhantes à Terra

Qua, 21/06/2017 - 16:58

A missão PLATO irá construir um catálogo com as características de exoplanetas confirmados, como raio, densidade, composição, atmosfera e estágio da evolução em que estão. (Imagem: ESA/C. Carreau)

Uma equipa de cientistas do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) está envolvida numa missão espacialPLATO (PLAnetary Transits and Oscillations of stars, ou trânsitos planetários e oscilações das estrelas) – da Agência Especial Europeia (ESA) que tem como objetivo descobrir planetas semelhantes à Terra e determinar se estes possuem as condições essenciais para o aparecimento de vida.

A decisão de passar a missão espacial PLATO à fase de desenvolvimento foi tomada na última reunião do Comité do Programa Científico (SPC) da ESA. Esta missão junta-se agora às duas outras missões classe M já adotadas, o Euclid (também com participação do IA), e o Solar Orbiter.

Segundo Mário João Monteiro (IA & Faculdade de Ciências da U.Porto), delegado português no SPC, a PLATO é “uma missão ambiciosa que irá fazer um levantamento completo das estrelas na vizinhança do Sol. Portugal participa nesta missão com o envolvimento de institutos de investigação e da industria, assegurando uma contribuição significativa para o seu planeamento, implementação e exploração científica”.

Durante os próximos meses, a indústria europeia será convidada a apresentar propostas para a construção deste observatório espacial, a ser lançado em 2026 para o Ponto de Lagrange L2. “Esta missão vai dar-nos a possibilidade de detetar dezenas de planetas semelhantes à Terra a orbitar estrelas brilhantes, próximas de nós. É assim um elo fundamental no roadmap que foi definido para o desenvolvimento desta área em Portugal, e que inclui já uma participação forte noutros instrumentos para o ESO, como o ESPRESSO, NIRPS, ou HIRES) e noutras missões da ESA, como a CHEOPS.”, explica Nuno Cardoso Santos , investigador do IA e da FCUP.

Ao longo da missão, os cientistas pretendem descobrir se a formação de planetas como a Terra é comum, e posteriormente, usar esses dados para determinar se estes planetas têm as condições essenciais para o aparecimento de vida. A PLATO vai ainda medir oscilações nas estrelas-mãe destes exoplanetas, com técnicas de asterossismologia.

O PLATO vai observar, durante vários anos consecutivos e com grande precisão, milhares de estrelas brilhantes relativamente próximas. Nestas, através do método dos trânsitos, irá procurar em particular por super-terras e planetas do tipo terreste, que orbitem na zona de habitabilidade de estrelas do tipo solar. Estas observações irão fornecer dados acerca destes planetas, além de tentar perceber a arquitetura dos sistemas planetários onde estes se encontram. A partir das curvas de luz obtidas será também possível determinar as frequências de oscilação em algumas dessas estrelas.

Margarida Cunha (IA & Universidade do Porto), coordenadora do grupo de trabalho de diagnósticos sísmicos, da componente de ciência estelar do PLATO acrescenta que “a análise das curvas de luz do PLATO vai permitir determinar com precisão, recorrendo à asterossismologia, os raios, massas e idades das estrelas em torno das quais os planetas orbitam. Essa determinação é essencial para a inferência da massa e do raio dos planetas que orbitam em torno das mesmas, bem como para a caracterização dos sistemas exoplanetários como um todo.”

O PLATO pretende ainda construir um catálogo com as características de exoplanetas confirmados, como raio, densidade, composição, atmosfera e em que estágio da sua evolução está. No total, espera-se que o catálogo contenha características de milhares de exoplanetas (incluindo gémeos da Terra), mas também as massas e idades muito precisas de mais de 85 mil estrelas e 1 milhão de curvas de luz de alta precisão, que ficarão à disposição da comunidade científica.

Este catálogo de planetas potencialmente habitáveis servirá assim de base para futuros estudos, levados a cabo pela próxima geração de instrumentos, como o ESPRESSO (VLT) ou HIRES (ELT), ambos com uma forte participação do IA, ou dos grandes telescópios da próxima geração, como o Extremely Large Telescope (ELT) do ESO ou o Telescópio Espacial James Webb (NASA/ESA).

ClimateLaunchpad vai premiar ideias com benefícios climáticos

Qua, 21/06/2017 - 15:58

Equipas nacionais no bootcamp do ClimateLaunchpad, no UPTEC. (Foto: UPTEC)

Um pavimento rodoviário que recolhe energia cinética de um veículo, nanossensores que ajudam a avaliar a qualidade de produtos e até um tecido que armazena energia e alimenta dispositivos. Estas são três das seis ideias de negócio que vão ser apresentadas na final nacional do ClimateLaunchpad, que acontece dia 22 de junho, pelas 14h30, no Auditório do Edifício Central do UPTEC.

O ClimateLauchpad, a maior competição do mundo na área da inovação cleantech, é promovido, em Portugal, pelo UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e pela SPI – Sociedade Portuguesa de Inovação. Em 2016, esta iniciativa internacional recebeu perto de 700 candidaturas de 30 países e totalizou um investimento de cerca de um milhão de euros.

Na final nacional vão ser conhecidas mais três ideias com benefícios climáticos: uma tecnologia para melhorar a climatização de edifícios, uma app de eco-driving em tempo real  e uma solução para facilitar a relação entre proprietários e instaladores de painéis solares.

A final nacional vai eleger os três vencedores português, que terão direito a: acesso direto à Escola de Startups do UPTEC, horas de apoio jurídico da Telles de Abreu Advogados, presença com um stand na Porto Water Innovation Week, evento promovido pelas Águas do Porto.  Nos dias 17 e 18 de outubro, os vencedores vão representar Portugal na final europeia, em Chipre, competição que vai atribuir 10 mil euros ao primeiro classificado e 5000 e 2500 euros ao segundo e terceiro, respetivamente.

As inscrições no evento são gratuitas e podem ser realizadas aqui.

Engenharia Agronómica da U.Porto mostra-se em Vairão

Qua, 21/06/2017 - 14:58
O campus de Vairão da Universidade do Porto acolhe no próximo dia 27 de junho a primeira edição das Jornadas de Engenharia Agronómica da U.Porto, organizadas pela Direção do Mestrado de Engenharia Agronómica da Faculdade de Ciências da U.Porto (FCUP), juntamente com as associações de estudantes IAAS-Porto e NAG-FCUP.

Estas Jornadas têm como objetivo principal dar a conhecer à comunidade U.Porto, mas também à comunidade externa (academia, técnicos agrícolas, empresas e produtores), uma seleção de trabalhos de I&D desenvolvidos pelos estudantes  do Mestrado Engenharia Agronómica da FCUP. Ao mesmo tempo, pretende-se e promover a discussão sobre temas atuais na área da Agronomia.

O programa encontra-se estruturado em três sessões. Cada  sessão inclui a intervenção de um palestrante convidada, seguida de três apresentações orais por antigos estudantes, mestres em Engenharia Agronómica. A participação nas I Jornadas de Engenharia Agronómica da U.Porto é gratuita. Os interessado devem apenas enviar um e-mail para greenup@fc.up.pt com o assunto “Inscrição | JEAGR”.

FAUP participa em Workshop Internacional no México

Qua, 21/06/2017 - 14:00

Na imagem, aos estudantes da FAUP João Barbosa, David Silva, Mariana Amaral e Ailton Correia com a arquiteta Ana Silva Fernandes em Colima, México. (Foto: DR)

Uma equipa da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), representada pela arquiteta Ana Silva Fernandes, como tutora, e pelos estudantes Ailton Correia, David Silva, João Barbosa e Mariana Amaral, do Mestrado Integrado em Arquitetura, está a participar na quinta edição do Workshop Internacional TAU 2017 – “Taller de Arquitectura y Urbanismo”, que se realiza em Colima, México, até ao próximo dia 2 de julho.

Iniciado a 11 de junho, este workshop decorre de uma rede internacional de escolas de arquitetura em que o representante da FAUP é o Professor Rui Braz Afonso. Esta participação da FAUP permite estabelecer contactos e confrontos com outras escolas e modos de ensino e faculta aos estudantes uma oportunidade de, em contexto real, desenvolver trabalho de grupo com estudantes de outras formações, procurando soluções que se orientem por princípios disciplinares e fomentem o olhar crítico sobre os problemas urbanos.

A quinta edição do evento é organizada pelo INTHAB (Instituto Tecnológico del Hábitat), o Ayuntamiento de Colima através do IPCO, do Gobierno del Estado de Colima, da Cámara Nacional de Comercio de Colima, a Cámara de la Industria de la Construcción de Colima e da Cámara Nacional de la Vivienda de Colima.

A par da Universidade do Porto, participam neste workshop as faculdades e cursos de arquitetura das universidades de Florença e Roma Sapienza (Itália), Hafencity Hamburgo (Alemanha), Kingston (Reino Unido), Politécnica de Valencia (Espanha), Colima, Tecnológico de Colima, Guadalajara – UDG, ITESO de Guadalajara, Autónoma de México – UNAM e TEC de Monterrey, Campus Guadalajara (México)

O workshop focará em quatro temáticas e áreas de Colima – reabilitação do centro histórico, requalificação do Rio Colima, reconversão da área militar e recuperação do Rio Pereyra – para as quais se contribuirá com propostas de intervenção.

Mais informações aqui.

 

 

U.Porto procura “melhor classificação possível” no Europeu Universitário de Ténis de Mesa

Qua, 21/06/2017 - 01:53

Os sete atletas/estudantes da U.porto partiram para a Rep. Checa com a missão de darem o seu melhor pelas cores da Universidade. (Foto: CDUP-UP)

A equipa de Ténis de Mesa da Universidade do Porto está na cidade de Olomouc, na República Checa, para representar Portugal nos EUSA Ténis de Mesa 2017, a principal competição europeia da modalidade a nível universitário.

Orientada pelo treinador José Miguel Neves, a equipa portuense é constituída por sete atletas (Sara Costa, Margarida Ribeiro Matos, Inês Nobre Teixeira, Jorge Costa, Luís Gomes, Miguel Pinto e Francisco Fraga ), a que se junta ainda a chefe de delegação do Centro de Desporto da U.Porto (CDUP-UP), Joana Gil.

A U.Porto é a atual campeã nacional universitária por equipas no feminino e masculino (Foto: CDUP-UP)

Na véspera da estreia na competição, o treinador da U.Porto acredita que, apesar de não serem favoritos, os atletas portuenses – que conquistaram em Portugal todos os títulos universitários possíveis (equipas, pares e individual), – podem  “com alguma sorte aspirar a uma boa classificação nas provas individuais e de pares. (…) A concorrência é forte, há vários jogadores que disputam alguns dos melhores campeonatos da Europa, mas vamos dar o nosso melhor para terminarmos as provas com a melhor classificação possível.”, acrescenta José Miguel Neves.

A U.Porto entra em prova já esta quarta-feira, na prova de equipas, que decorre até sexta-feira, 23 de jnho. No fim-de-seman (24 e 25 de junho)a terá lugar a prova individual.

Para além da U.Porto, participam neste Europeu de Ténis de Mesa 20 instituições de ensino superior de 13 países na competição masculina, e 12 universidade de 8 países na prova feminina.

Mais informações no site oficial do evento.

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