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Portal de Notícias da Universidade do Porto
Actualizado: há 37 minutos 56 segundos atrás

Investigadores da U.Porto estudam método para produzir combustível menos poluente

Sex, 18/08/2017 - 11:32

O novo método vai permitir reduzir os níveis de poluição e de gastos de energia.

Um grupo de investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), membros do do REQUIMTE – Rede de Química e Tecnologia, está a desenvolver um novo método, economicamente mais viável e mais sustentável, para produzir combustível com baixo teor de enxofre e, assim, menos poluente e com menos consumo de energia.

A ideia passa por oxidar os componentes de enxofre presente nos combustíveis sob baixar temperaturas e pressões, para depois remover através de processos de extração. Na fase de oxidação, são utilizados agentes oxidantes amigos do ambiente. Na etapa de extração, são usados solventes não tóxicos, de baixo custo e considerados “verdes”, como a água, etanol ou uma mistura de ambos.

As regulamentações quanto ao teor de enxofre permitido nos combustíveis têm-se tornado cada vez mais restritas. Os gases poluentes de dióxio de enxofre são os principais esponsáveis pelo ácido sulfúrico presente na atmosfera, que tem causado um dos maiores problemas ambientais: a chuva ácida. Atualmente, o método utilizado pelas indústrias de refinação para remover os compostos de enxofre nos combustíveis é altamente dispendioso e pouco sustentável, perante as normas europeias ao nível da temperatura e quantidades de hidrogénio.

Depois do período de financiamento pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), o projeto é agora financiado pelo REQUIMTE, com o apoio da Galp Energia. A par da U.Porto, participam profissionais do Laboratório Associado CICECO da Universidade de Aveiro e o Laboratório Assosiado de Catálise e Materiais da Faculdade de Engenharia (FEUP), bem como do Institute of Catalysis and Petrochemistry, de Madrid.

Planetário do Porto observa Eclipse Solar na Piscina das Marés

Qui, 17/08/2017 - 09:44

O Eclipse Solar será visível no dia 21 de agosto, junto à Piscina das Marés, em Leça da Palmeira.

No dia 21 de agosto, segunda-feira, a Lua vai tapar o Sol. Este eclipse solar, que será total na parte central dos E.U.A., será observável em Portugal apenas ao anoitecer. O Planetário do Porto – Centro Ciência Viva promove, a partir das 19h30, na Piscina das Marés, em Leça da Palmeira, uma sessão de observação para o público, através de telescópios com filtros apropriados para observar o fenómeno.

Quanto mais para sul e para o litoral, maior será a percentagem do sol oculto. O eclipse someça por volta das 19h44 (hora local) e atinge o máximo pelas 20h20. Em Bragança, a Lua tapa 14 por cento do disco solar, no Porto pouco ultrapassa os 15 por cento, em Lisboa chega aos 19 por cento, enquanto em Faro alcança quase 22 por cento do disco solar oculto. Nos Açores, a Lua começa a tapar o Sol por volta das 18h35 (hora local), com cerca de 28 por cento do disco solar oculto às 19h25, terminando por volta das 20h12 (pouco antes do anoitecer). O local de Portugal onde o Sol apresenta mais cobertura será a Região Autónoma da Madeira, com o eclipse a começar pelas 19h48, alcançando uma ocultação de cerca de 33 por cento às 20h35.

Os mais curiosos podem juntar-se na zona da Praia de Leça da Palmeira e assistir, gratuitamente, ao eclipse solar. Este fenómeno astronómico só é possível ver com os filtros adequados.

Mais informações em www.planetario.up.pt/eventos/eclipse17/.

Estudantes da U.Porto na luta pelo título de campeões europeus de debate

Qua, 16/08/2017 - 18:29

Eduardo Magalhães e Carla Ferreira constituem a equipa de estudantes que representa a U.Porto no campeonato europeu de debate universitário.

Uma equipa de estudantes da Universidade do Porto vai competir no European Universities Debating Championship (EUDC) que está a decorrer na Tallinn University of Technology, na capital da Estónia, de 14 a 20 de agosto de 2017.

Carla Ferreira, estudante de Física na Faculdade de Ciências, e Eduardo Magalhães, estudante de Economia da Faculdade de Economia, ambos membros da Sociedade de Debates da Universidade do Porto (SdDUP), vão competir com outros 700 estudantes universitários de toda a Europa pelo título de campeões europeus de debate universitário.

O European Universities Debating Championship é um evento anual que se apresenta como a maior competição de debates universitários a nível europeu, reunindo sociedades de debates de universidades de todo o continente, contando este ano com a participação de mais de 230 equipas representando universidades como a London School of Economics and Political Science, a Universidade de Cambridge, a Universidade de Oxford ou a Universidade de Tel-Aviv.

Esta competição tem por base o debate parlamentar britânico, um modelo inspirado na Casa dos Comuns do Parlamento Britânico, e que consiste em 8 oradores em 4 equipas de 2 elementos a debater a favor e contra uma moção divulgada uns minutos antes do debate.

Uma vez que os alunos têm apenas 15 minutos para preparar cada debate, sem acesso a meios eletrónicos, o modelo parlamentar britânico não avalia o conhecimento prévio dos estudantes sobre os temas em discussão, mas antes ajuda-os a desenvolver eloquência assim como raciocínio e capacidade de análise lógica para construir argumentos.

Recorde-se que a Universidade do Porto se sagrou Campeã Mundial de Debates Universitários em janeiro de 2013, quando Ary Ferreira da Cunha (estudante da Faculdade de Direito) e Tiago Laranjeiro (estudante da Faculdade de Economia) venceram a final da edição 2013 dos World Universities Debating Championships (WUDC), que decorreu em Berlim.

U.Porto entre as 400 melhores do mundo no Ranking de Xangai

Qua, 16/08/2017 - 16:39

A Universidade do Porto mantém-se entre as 301 e as 400 melhores universidades do mundo, de acordo com a mais recente edição do Academic Ranking of World Universities, o mais antigo e um dos mais prestigiados rankings internacionais do Ensino Superior, elaborado pela Shanghai Jiao Tong University.

Mantendo a sua posição entre as 400 melhores universidades mundiais pelo quarto ano consecutivo, a U.Porto ganhou no entanto uma nova preponderância entre as universidades ibero-americanas, ascendendo ao grupo das 8 a 15 melhores instituições de ensino superior deste espaço geográfico.

Analisando um total de 800 instituições de todos os continentes, o ranking de Xangai é construído com base em quatro critérios de avaliação: Qualidade de Educação, Qualidade dos Docentes, Produção Científica e Produção Per Capita.  Nesta edição, a Universidade do Porto melhorou a sua avaliação nestes dois últimos critérios, os únicos onde a U.Porto produz pontuação.

Nacionalmente, a Universidade do Porto é acompanhada neste ranking por cinco outras universidades. A Universidade de Lisboa é a melhor classificada, situando-se no grupos das 151-200 universidades mundiais, logo seguida da U.Porto, e das universidades de Aveiro, Coimbra e Minho, todas elas classificadas no grupos das 401-500 melhores instituições do mundo. A Universidade Nova de Lisboa fecha o grupo de universidades portuguesas, classificando-se entre as 501-600 melhores universidades do mundo.

A nível global, são as universidades norte-americanas que voltam a dominar este ranking. A Universidade de Harvard volta a conquistar a primeira posição do Academic Ranking of World Universities, logo seguida da Universidade de Stanford (EUA), Universidade de Cambridge (Reino Unido), Massachusetts Institute of Technology (EUA) e a Universidade de Berkeley (EUA).

FMUP e Federação Portuguesa de Futebol lançam cursos de saúde no futebol

Seg, 14/08/2017 - 14:00

As formações destinam-se a médicos, enfermeiros e fisioterapeutas e dão estudantes a possibilidade de assistir às aulas à distância. (Foto: DR)

As ciências ligadas ao futebol criam novas necessidades aos técnicos de saúde que prestam apoio a estes atletas de alta competição. Para reforçar a formação destes especialistas em desporto, a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), em parceria com a Federação Portuguesa de Futebol, acaba de lançar dois cursos que relacionam a área da saúde com aquele que é o desporto-rei em Portugal.

Destinadas a médicos pós-graduados em medicina desportiva ou especializados em medicina desportiva, a enfermeiros e a fisioterapeutas, as formações em Medicina no Futebol e Medicina e Reabilitação no Futebol abordam de forma específica os problemas clínicos mais frequentes na modalidade, a prevenção e tratamento das lesões típicas, suporte básico de vida e, ainda, a comunicação médica. Além dos conhecimentos técnicos, pretende-se preparar aqueles profissionais para necessidades de um departamento médico no futebol.

As aulas decorrem nas instalações da FMUP e na Cidade do Futebol, em Lisboa. Os participantes têm, contudo, a possibilidade de assistir às aulas à distância, através de regime b- learning.

As candidaturas já estão abertas e decorrem até 22 de agosto. O arranque das formações está agendado para 25 de outubro.

Mais informações e instruções de inscrição nas páginas dos cursos Medicina no Futebol e Medicina e Reabilitação no Futebol.

i3s leva diagnóstico gratuito de cancro gástrico a todo o mundo

Seg, 14/08/2017 - 10:41

Os testes oferecidos pela equipa de investigação portuguesa permitem avaliar se as mutações germinativas existentes numa pessoa vão ou não causar cancro. (Foto Egidio Santos/U.Porto)

A associação americana de doentes com cancro gástrico hereditário «No Stomach for Cancer» decidiu reforçar o financiamento por mais um ano de um projeto de colaboração inteiramente português liderado pela investigadora Joana Figueiredo, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular / i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (Ipatimup/i3S). O projeto tinha sido inicialmente financiado em 2015 e este reforço surge em consequência dos resultados obtidos: a equipa portuguesa conseguiu não só desenvolver novas abordagens de diagnóstico, mas também dar respostas (gratuitas) a várias famílias de todo o mundo que as solicitem, permitindo-lhes perceber se as mutações que possuem podem ou não causar cancro gástrico.

Desta equipa fazem também parte as investigadoras do i3S Raquel Seruca, Joana Paredes, e Soraia Melo, do grupo de investigação «Epithelial Interactions in Cancer», assim como João M. Sanches, investigador do Instituto de Sistemas e Robótica e do Departamento de Bioengenharia do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa.

Com o financiamento desta associação norte-americana, a equipa conseguiu «estudar famílias vindas de todo o mundo com suspeita de carcinoma hereditário do estômago, mas com variantes da E-caderina que podem ou não ser patogénicas. Com os testes que efetuámos foi possível fazer um aconselhamento genético informado e tomar uma decisão terapêutica adequada», sublinha Joana Figueiredo.

Este reforço de financiamento representa também o reconhecimento do trabalho multidisciplinar efetuado pela equipa do Ipatimup/i3S e do ISR-IST para o desenvolvimento de novas ferramentas de analise baseadas em analise quantitativa de imagem de células representativas dos indivíduos a estudar». A líder do grupo de investigação «Epithelial Interactions in Cancer», Raquel Seruca, destaca  igualmente o “inegável reconhecimento internacional” de uma jovem investigadora enquanto investigadora principal do projeto.

Joana Figueiredo pretende «manter o serviço internacional para todos e a custo zero para as famílias e melhorar a capacidade de resposta em casos equívocos através de novas ferramentas de diagnóstico». (Foto: i3s)

O objetivo, adianta Joana Figueiredo, continua a ser «manter o serviço internacional para todos e a custo zero para as famílias e melhorar a capacidade de resposta em casos equívocos através de novas ferramentas de diagnóstico». Ao mesmo tempo, acrescenta, este financiamento «solidifica o papel da investigação clínica, melhora o rastreio de cancro e introduz na investigação em saúde o papel da engenharia biomédica e investigação básica».

João M. Sanches lembra por sua vez que a «No Stomach for Cancer» já tinha apostado nesta equipa e este reforço de financiamento é «a confirmação dessa aposta».  Mas que é verdadeiramente importante para o investigador é o facto de não se tratar de um financiamento através de fundos públicos, mas sim de uma associação de doentes: «Isto é muito reconfortante para nós porque significa que chegamos ao consumidor final, às famílias, que é sempre o nosso objetivo».

«No Stomach for Cancer» dedica-se a apoiar a investigação científica inovadora e uma de suas principais prioridades é apoiar os esforços da investigação na triagem, deteção precoce, tratamento e prevenção do cancro do estômago. O projeto já premiado em 2015 – «Todays present, tomorrow´s future on the study of germline E-cadherin missense mutations» –  visa melhorar a capacidade de interpretação funcional de mutações germinativas do gene da caderina-E. As anormalidades funcionais / mutações no gene da caderina-E são a causa mais bem conhecida de cancro gástrico hereditário (HDGC). Quando a E-caderina não é funcional no estômago, as células gástricas estão em alto risco de se tornarem cancerosas, invadirem silenciosamente o estômago e disseminarem sem formação de um tumor detetável.

O cancro gástrico  é a quarta causa mais comum de cancro no mundo e o cancro hereditário (HDGC) é uma forma genética de cancro do estômago. Apesar de não ser muito frequente, é clinicamente obrigatório identificar possíveis portadores genéticos da doença, pois trata-se de um cancro silencioso com elevada taxa de mortalidade se não houver intervenção atempada.

Devido às características deste cancro e à falta de métodos de imagem de triagem sensível, a deteção e vigilância de pessoas em risco baseia-se exclusivamente na genética. No entanto, em cerca de 20 por cento dos casos os testes genéticos não dão uma resposta conclusiva e os clínicos não podem aconselhar as famílias adequadamente. Foi neste ponto, no sentido de colmatar essa limitação, que esta equipa portuguesa trabalhou tendo conseguido oferecer, mediante pedido médico, novos testes funcionais para as famílias de todo o mundo portadoras de mutações germinativas da E-caderina. Os testes em causa, oferecidos gratuitamente a qualquer instituição mundial que os solicitem, permitem avaliar o valor das mutações germinativas numa pessoa e, assim, perceber se vão ou não causar cancro.

A associação «No Stomach for Cancer», faz questão de sublinhar Raquel Seruca, «tem contribuído imenso para a informação e apoio a doentes e famílias, e faz uma verdadeira ponte entre a investigação de ponta e a clínica». Além disso, acrescenta a investigadora do i3S, no site da Associação «é possível encontrar informações relevantes, atuais e rigorosas sobre o que se sabe sobre cancro de estômago desde os estudos epidemiológicos até novas formas de diagnóstico e terapêutica. E isto só é possível pelo empenho intenso de familiares de doentes e uma organização impecável».

U.Porto leva inovação a universidades de todo o mundo

Sex, 11/08/2017 - 15:48

A U.Porto foi a única instituição de ensino superior portuguesa escolhida pela CE para coordenar mais do que um projeto E+ CBHE. (Foto: Egidio Santos / U.Porto)

A Universidade do Porto viu recentemente aprovadas as candidaturas à coordenação e participação em seis projetos do programa E+ CBHE (Capacity Building in the field Higher Education), uma iniciativa englobada na Ação-Chave 2 (KA2) do Programa Erasmus + e que tem como objetivos apoiar as universidades de países parceiros do programa – maioritariamente não-europeus – na modernização, internacionalização e melhoria das suas práticas, capacidades e políticas no domínio do Ensino Superior.

Dos seis projetos aprovados, cujo financiamento total ascende aos 6 milhões de euros, destacam-se os dois cuja coordenação estará nas mãos da U.Porto. Esta é de resto a primeira vez que a Comissão Europeia confia à Universidade a coordenação de projetos E+ CBHE desde a reformulação do programa Erasmus+, em 2014.

Um dos projetos aprovados chama-se BuzNet – B-Learning Uzbekistan Veterinary Network e, durante os próximos três anos, vai aplicar perto de um milhão de euros (971.852 mil euros) na melhoria do ensino e da prática veterinária no Uzbequistão. Liderado por Augusto Faustino, professor do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), o consórcio coordenado pela U.Porto, em parceria com outras oito instituições de ensino superior (IES) europeias e uzbeques, tem como objetivo implementar uma comunidade de ensino envolvendo os professores, estudantes e veterinários das diferentes instituições envolvidas, recorrendo para isso a uma plataforma de B-Learning (BLUzVet). Desta rede de conhecimento, que no futuro poderá ser exportável para outros países e regiões, espera-se que resultem contributos para melhorar o ensino da veterinária, mas também o apoio local aos donos de rebanhos, os serviços de clínica e cirurgia  animal e o controlo da qualidade do leite.

O outro projeto chama-se RecMat – Recognition matters e será coordenado pelo Serviço de Relações Internacinais da U.Porto. Neste caso, a U.Porto vai trabalhar com outras universidades europeias, da Argentina e do Brasil no domínio do reconhecimento académico (reconhecimento e respectiva creditação dos estudos realizados durante um período determinado numa outra instituição parceira), procurando desta forma contribuir para facilitar e promover a mobilidade entre a Europa e a América Latina, através da redução das barreiras à integração académica. Os 648.228 mil euros canalizados para este projeto servirão também para capacitar as IES da América Latina a implementar processos mais justos e transparentes nestas matérias.

Para além dos dois projetos que vai coordenar, a U.Porto participa ainda enquanto entidade parceira em quatro projetos / consórcios liderados por outras universidades. São eles os projetos: “Change in Classroom: Promoting innovative teaching & learning to enhance student learning experience in eastern partnership countries”, coordenado pela Yerevan State University (Arménia) e com um orçamento de 997.506 mil euros;  “Development of the interdisciplinary master program on computational linguistics at central asian universities”, coordenado pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) e financiado em 761.450 mil euros; “Development of Higher Education institution internationalizrion policies”, coordenado pela Università di Pisa (Itália) e financiado em 983.253 mil euros; e “Observatorio par ala inserción laboral y fortalecimiento de la empleabilidad em países de la Alianza del Pacifico”,  coordenado pela Universidad Distrital Francisco Jose de Caldas (Colômbia) e com um orçamento de 985.695 mil euros.

No total, a edição deste ano do programa E+ CBHE reuniu 756 candidaturas consideradas elegíveis. Destas, apenas 149 – menos de 20% – foram selecionadas para financiamento.

Se reduzirmos os resultados ao quadro do ensino superior português, encontramos IES nacionais envolvidas em 34 projetos CBHE aprovados, ainda que só quatro sejam coordenados a partir do nosso país. A U.Porto é a que mais projetos coordena (2), seguida do Instituto Politécnico do Porto e da Universidade Nova de Lisboa, cada qual com um projeto.

Com estas conquistas, a U.Porto eleva assim para 12 o número de projetos E+ CBHE em que está envolvida como entidade coordenadora ou parceira. Para além dos seis que acabam de ser aprovados, a Universidade é parceira em mais seis projetos (quatro aprovados em 2015 e dois em 2016) que envolvem as regiões da Ásia, América Latina e norte de África, reforçando assim o seu papel no quadro da cooperação internacional no ensino superior, com especial enfoque no Programa Erasmus +.

INESC TEC participa em projeto que permite criar calçado ao gosto do cliente

Sex, 11/08/2017 - 15:46

Projeto criou ferramentas para a indústria da moda responder de forma rápida às tendências e preferências dos consumidores.

A necessidade de responder rapidamente às tendências e preferências dos consumidores para artigos de moda, levou ao desenvolvimento do projeto FASCOM – Fashion-Cognizant-Manufacturing, por um consórcio de instituições que incluiu o INESC TEC.

O FASCOM desenvolveu um novo ciclo para a conceção, desenho, produção e venda de calçado de moda, com base na monitorização e partilha de informação ao longo da cadeia de valor do calçado, incluindo as tendências e preferências dos clientes nas lojas. Este projeto incluiu a conceção e o desenvolvimento de novos materiais, produtos de calçado em couro e em têxteis/sintéticos customizados, bem como de tecnologias de suporte ao fabrico inteligente.

A gestão desta informação foi feita a pensar na redução de custos e aumento de vendas nas empresas, mas também na produção de calçado orientado para as preferências dos consumidores.

Este ciclo incluiu a logística, pela redução de stocks ao longo da cadeia de fornecimento, redução de perdas nas vendas e maior facilidade na gestão do aprovisionamento, e o marketing, pela melhor segmentação do mercado, dados sobre aceitação dos artigos, planeamento e implementação de promoções.

Neste projeto, o INESC TEC ficou responsável pelo desenvolvimento do sistema de recomendação, que calcula e fornece recomendações de artigos mediante a solicitação dos utilizadores no contexto das aplicações de compra/venda assistida e do expositor interativo.

A equipa do INESC TEC criou também um repositório de dados que permite partilhar e controlar o acesso à informação gerada entre os vários intervenientes, e desenvolveu ainda um sistema de integração com base na cloud, que permite tirar proveito das diferentes tecnologias, protocolos e normas existentes, reduzindo substancialmente o custo da implementação e utilização da solução final.

Além do INESC TEC, este projeto teve como parceiros o CTCP – Centro Tecnológico do Calçado de Portugal, a empresa de calçado SOZÉ (líder do projeto) e as empresas de base tecnológica CEI e INOVRETAIL.

Iniciado em outubro de 2015 e encerramento previsto para o próximo mês de setembro, foi financiado pelo FEDER através do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização – COMPETE 2020 do Portugal 2020, através da Agência Nacional de Inovação (ANI).

Estudantes universitários discutem no Porto o futuro da educação na Europa

Sex, 11/08/2017 - 14:32

Rita Beco, estudante da FEUP, é uma das participantes no simpósio (foto: D.R.)

De 22 de agosto a 1 de setembro, o Porto vai receber  um simpósio educacional organizado por estudantes para estudantes universitários de toda a Europa.  

Intitulado “Education: Be part of the Next Generation”, este Event on Education é organizado pelo Board of European Students of Technology (BEST Porto), sediado nas faculdades de Engenharia e de Ciências da Universidade do Porto (FEUP e FCUP) e tem como principal objetivo discutir os desafios que as gerações futuras trazem à educação europeia . A iniciativa conta com a participação de 22 estudantes do ensino superior provenientes de 16 países europeus, incluindo uma estudante de Engenharia Mecânica da FEUP, Rita Beco.

O simpósio organizado, com lugar na sede da Ordem dos Engenheiros da Região Norte, vai cumprir um papel de formação complementar para os estudantes europeus, que terão de pôr à prova as suas capacidades de debate, de exposição oral e escrita, assim como de trabalho em equipa e de tolerância para com as diferentes ideias. Incluídas no programa estão também formações especializadas conduzidas por sete profissionais na área da educação, desde professores com interesse demonstrado em políticas educacionais de universidades internacionais, a representantes de empresas. No final, espera-se que os participantes formulem medidas preventivas e soluções para as problemáticas discutidas, posteriormente apresentadas em conferências internacionais pelo Departamento Educacional do BEST Internacional.

Organizado por cerca de 40 membros do BEST Porto, a iniciativa  conta também com a colaboração de uma equipa de quatro elementos do BEST Internacional, responsável pelo conteúdo académico, e com uma co-organizadora, Emma Xie​, da Canadian Federation of Engineering Students (CFES).

Mais informações em https://EoE17.BESTporto.org .

FEUP acolhe conferência internacional sobre Inteligência Artificial

Qua, 09/08/2017 - 16:28

Benefícios e consequências da IA vão estar em discussão (foto: Pixabay / Creative Commons)

A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) acolhe, entre os dias 5 e 8 de setembro, a 18ª edição da Conferência sobre Inteligência Artifical EPIA 2017, que tem o grande objetivo de  promover a excelência da investigação nesta área, bem como potenciar o networking e partilha de boas práticas entre investigadores, engenheiros e profissionais do ramo.

Organizada por docentes do Departamento de Engenharia Informática (DEI) da FEUP, da Faculdade de Economia da U.Porto (FEP) e do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), a iniciativa traz à cidade do Porto oradores convidados de renome internacional e de referência na área da Inteligência Artificial (IA). Philipp Slusallek, investigador sénior no Centro de Inteligência Artificial da Alemanha, Francesco Bonchi, investigador principal na Fundação ISI de Turim e Simon M. Lucas, docente na Escola de Ciências da Computação e Engenharia Eletrónica da Universidade de Essex, são os nomes de destaque.

Os quatro dias de evento contemplam sessões temáticas, apresentação de posters, uma sessão com participação de empresas nacionais (SISCOG, Shelfai, MASDIMA, DevScope, LTP, ABACO), simposium doutoral e ainda duas competições na área da IA. Especial atenção para a sessão “Beneficial AI Panel”, agendada para o dia 5 de setembro às 14h30 e aberta ao público, na qual se vão discutir os benefícios e consequências da utilização e recurso à Inteligência Artificial, quer na investigação, quer na indústria.

As inscrições encontram-se abertas até ao próximo dia 31 de agosto e podem ser efetuadas aqui. Para mais informações sobre o evento e programa detalhado, aceder ao site da EPIA 2017.

Estudante brasileiro quer trazer bondade à Universidade do Porto

Ter, 08/08/2017 - 12:35

Lucas Moreira estuda Direito na Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense. (Foto: DR)

“Gentileza gera gentileza” é o lema que comanda a vida de Lucas Moreira, estudante da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (Brasil) que, no próximo ano letivo, se irá juntar às centenas de estudantes brasileiros que vão estudar na Universidade do Porto ao abrigo de programas de mobilidade internacional. Mas não vem sozinho. Com ele traz uma das dez bolsas atribuídas este ano pelo programa “Uniplaces Scholarship 2017”, uma iniciativa da conhecida plataforma online de alojamento de estudantes universitários que premeia estudantes de todo o mundo que se destaquem pelos seus atos de bondade.

Mas de onde vem a bondade de Lucas? “A busca do conhecimento é uma das maiores motivações e, para mim, não é possível buscar o conhecimento sem querer partilha-lo”, diz o jovem de 20 anos. E não tardou a aplicar a receita quando chegou à universidade. Logo no primeiro semestre, deu aulas de português a jovens de comunidades carenciadas da cidade de Niterói (município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro) que pretendiam entrar numa escola técnica ou numa universidade pública.

Mas Lucas queria mais e chegar a cada vez mais gente. Para isso, virou-se para a internet. Em março de 2015 criou um canal no YouTube – o Pensarolando – onde partilha o seu conhecimento e experiência no estudo de áreas como o Direito, a Filosofia, mas também de temas ligados à divulgação científica. O melhor, contudo, ainda estava para vir…

“Desde o ensino médio [equivalente ao ensino secundário em Portugal] que eu crio resumos. Essa é a minha maneira de estudar e os meus amigos sempre me pediam esses materiais e eu nunca neguei. Acontece que a faculdade é um ambiente individualista e, às vezes até hostil, em que partilhar voluntariamente o caderno é algo algo fora do comum”. Inconformado, Lucas decidiu dar o exemplo e criou um grupo no Facebook onde disponibilizou todos os seus materiais de estudo gratuitamente. “Incrivelmente, parece que um sentimento diferente surgiu na faculdade. Foi uma centelha”, diz Hoje, o UFF, Compartilha! tem mais de 1700 membros que partilham voluntariamente materiais de estudo produzidos por si, “motivados pela sintonia de união e companheirismo”. tanto que a ideia é um sucesso reconhecido por toda a comunidade académica: estudantes e professores”.

“Um ato de gentileza motivou vários atos de gentileza”. Mas não só. O crescimento da plataforma coincidiu com a melhoria generalizada das notas dos estudantes do curso de Direito da UFF, o que mostra “como é que uma rede de partilha de materiais pode ajudar, não só no incentivo à solidariedade, mas também no rendimento académico dos estudantes”.

Foram estes atos de bondade que garantiram a Lucas um lugar entre os 10 estudantes premiados com a 4.ª edição das bolsas de alojamento da Uniplaces. A aventura começa no início de 2018, nas salas da Faculdade de Direito da U.Porto (FDUP). E o administrador do UFF, compartilha! já traçou um objetivo: “Talvez quem sabe eu possa plantar um “U.Porto, compartilha!” por aí? Sem dúvidas, a rede de partilha de materiais é uma ideia que pode ser difundida em qualquer universidade. Seria um prazer levá-la para a U. Porto”.

A poucos meses de rumar ao Porto, o estudante deixa elogios à U.Porto, “uma universidade de excelência” que “acolhe tão bem os estudantes estrangeiros”. No que toca a expectativas, “acredito que será um aprimoramento extraordinário na minha aprendizagem e no meu currículo. Além disso, pretendo desfrutar da cultura portuguesa e conhecer novas pessoas. Inclusive, estou bastante ansioso pelos eventos da Universidade, como a Mostra da U.Porto… Venho acompanhando as redes sociais da universidade e ficado cada vez mais ansioso!”, confessa o estudante que promete ainda partilhar a sua experiência de intercâmbio no seu canal no YouTube.

Sobre a Uniplaces Scholarship

A Uniplaces Scholarship é uma iniciativa da Uniplaces (portal.uniplaces.com), plataforma online para alojamento de estudantes universitários que tem como objetivos  apoiar a mobilidade dos estudantes e incentivar a prática de boas ações. Em cada edição são selecionados 10 estudantes de todo o mundo que beneficiam de um semestre completo em alojamento Uniplaces.

Projeto do i3S para detetar infeções hospitalares duplamente distinguido

Seg, 07/08/2017 - 11:25

Manuela Oliveira é investigadora do Grupo de Genética Populacional e Evolução do i3S. (Foto: DR)

“Quantos de vós conhecem alguém que morreu vítima de uma infeção hospitalar?” – Foi esta a pergunta lançada por Manuela Oliveira, investigadora do Grupo de Genética Populacional e Evolução do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, que serviu de mote ao projeto PathoWatch.med. E foi com este projeto que a investigadora conquistou um lugar entre os finalistas da segunda edição do ASA – ANJE Startup Accelerator, bem como o apoio do Programa RESOLVE, um programa de ignição da transferência de conhecimento na área da Saúde. Com estes apoios, a investigadora está agora a criar a sua própria empresa de prestação de serviços, coordenada por si.

Mas em que consiste afinal o PathoWatch.med? “Nos ambientes hospitalares estão presentes numerosos microrganismos patogénicos (bactérias, vírus e fungos), que podem desencadear graves infeções. Diariamente, no nosso país, segundo dados da DGS, ocorrem 12 mortes associadas a infeções adquiridas em contexto hospitalar, um número sete vezes superior ao de vítimas de acidentes de viação”, sublinha Manuela Oliveira. Os custos médios associados a este tipo de infeções, adianta a investigadora, rondam os 35.000€/doente. “Além do pesado custo económico, as infeções hospitalares contribuem para o sentimento de insegurança nos utentes, uma vez que, dão visibilidade a uma vulnerabilidade do sistema de saúde”.

Para fazer face a este grave problema de saúde pública, Manuela Oliveira propõe, “não só a monitorização periódica dos agentes patogénicos que colonizam as diferentes superfícies hospitalares (exemplos: maçanetas de portas, cabeceiras de camas, tabuleiros cirúrgicos, etc), mas também a elaboração de relatórios de acompanhamento onde se descreve um conjunto de medidas preventivas para redução da contaminação dessas superfícies”. A investigadora pretende também desenvolver uma plataforma interativa que permitirá a visualização dos resultados e das referidas medidas de contenção microbiológica. No final de um ano de monitorização, será atribuída aos hospitais aderentes a “Bandeira Azul” que atesta sobre a segurança microbiológica da unidade hospitalar.

Todos os dias, estima-se que morram 12 pessoas em Portugal devido a infeções adquiridas em contexto hospitalar. (Foto: DR)

Na segunda edição do ASA – ANJE Startup Accelerator, o projeto do i3S participou, durante três meses, em workshops, sessões de mentoria e consultoria e um Investment Day que contou com a presença de Adelino Costa Matos (Presidente da ANJE), Mário Ferreira (CEO da Douro Azul) e André Matias (Startup Team Albuquerque e Associados). O PathoWatch.med é um dos dez finalistas que participará na iniciativa Born Global, que integra missões a Telavive, Silicon Valley e Berlim. Estas ações enquadram-se no Projeto RESTARTUP, projeto da responsabilidade da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários, desenvolvido em parceria com a Universidade do Porto e a TecMinho, financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Norte 2020 – Programa Operacional da Região Norte, com fundos provenientes da União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (www.restartup.pt). Adicionalmente, o projeto fica automaticamente apurado para a semifinal do 19º Prémio do Jovem Empreendedor.

Este projeto está também a ser apoiado pelo programa RESOLVE (www.resolve-health.pt), um programa de ignição da transferência de conhecimento na área da Saúde, que visa apoiar projetos semente com ferramentas desenhadas para colmatar falhas, tanto em termos de tecnologia como em termos de estratégia de mercado. O RESOLVE apoia o PathoWatch.med através de um conjunto de 7 “Ferramentas” (RESOLVE Toolbox) de promoção da transferência de tecnologia implementadas ao longo de 12 meses, com mentoria pela equipa RESOLVE.

No âmbito deste programa, está a ser financiada a prova de conceito do projeto «Pathowatch.med» em colaboração com o Hospital de Braga (www.hospitaldebraga.pt) e que já começou. De realçar que o Hospital de Braga foi considerado a melhor unidade hospitalar do país, pertence ao Estado e está sob a administração do grupo privado José de Mello Saúde (dados do Sistema Nacional de Avaliação em Saúde, SINAS).

Associação Portuguesa de Epidemiologia premeia investigadora do ISPUP

Sex, 04/08/2017 - 12:34

Catarina Durão é a primeira autora do artigo premiado pela Associação Portuguesa de Epidemiologia (APE) e publicado na revista “International Journal of Obesity”.

O trabalhoProtein intake and dietary glycemic load of 4-year-olds and association with adiposity and serum insulin at 7 years of age: sex-nutrient and nutrient–nutrient interactions” valeu a Catarina Durão, investigadora da Unidade de Investigação em Epidemiogia (EPIUnit) do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), o prémio de melhor publicação da Associação Portuguesa de Epidemiologia (APE) de 2016.

O artigo, publicado na revista “International Journal of Obesity”, e desenvolvido no âmbito do projeto Geração XXI, concluiu que a ingestão excessiva de proteína na idade pré-escolar (quatro anos) está associada a maior índice de massa corporal aos sete anos de idade, sendo esse efeito mais visível nos rapazes. Os resultados do estudo “sugerem que, para além dos dois primeiros anos de idade, a idade pré-escolar pode ser um período sensível adicional durante o qual uma alimentação simultaneamente excessiva em proteína e carga glicémica pode aumentar o risco de obesidade mais tarde na vida”, diz Catarina Durão.

A investigadora, e primeira autora do artigo, fará a apresentação do referido estudo no XII Congresso da APE, que terá lugar de 6 a 8 de setembro de 2017, em Barcelona, Espanha.

”Sinto-me muito agradecida à Associação Portuguesa de Epidemiologia por este prémio e pela oportunidade de partilhar os resultados no XII Congresso da APE, em setembro próximo, em Barcelona. Agradeço ainda a todos os participantes da coorte Geração XXI e a todos os seis coautores, sem os quais esta investigação não teria sido possível. É também com muito prazer que vejo reconhecido o trabalho do Grupo de Investigação em Epidemiologia da Nutrição e da Obesidade, da Unidade de Investigação em Epidemiogia (EPIUnit) e do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), onde o principal critério para investigação é o da excelência – aquele que tento constantemente perseguir”, refere a investigadora. “Prémios como os da APE são importantes pois reconhecem e encorajam investigação de qualidade, assim como podem ser um bom indicador da mesma”, remata.

Para além de Catarina Durão, os investigadores da EPIUnit do ISPUP que participaram no estudo foram Andreia Oliveira, Ana Cristina Santos, Milton Severo, Henrique Barros e Carla Lopes.

FADEUP comemora 20 anos do programa “Mais Ativos, Mais Vividos”

Sex, 04/08/2017 - 11:12

Só em 2016/2017, o programa contou com a participação de 200 idosos da Área Metropolitana do Porto. (Foto: DR)

A receita repete-se com sucesso, há duas décadas, nas instalações da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP). De um lado, dezenas de idosos do Porto. Do outro, estudantes da FADEUP com preparação especializada. Do encontro entre os dois nascem as sessões do “Mais ativos, mais vividos”, um programa pioneiro de exercício físico  que visa ajudar os participantes a manter um estilo de vida saudável.

Lançado pela primeira vez em 1997, o programa “Mais Ativos, Mais Vividos” tem então como objetivo promover a saúde e a manutenção de um estilo de vida saudável junto da população idosa da Área Metropolitana do Porto. Entre os aspetos trabalhados durante as aulas monitorizadas pelos estudantes da FADEUP – todos eles técnicos especializados que frequentam  a opção de Exercício e Saúde da Licenciatura em Ciências do Desporto, o Mestrado em Atividade Física para a Terceira Idade e o Doutramento em Atividade Física e Saúde, com a supervisão do Gabinete de Exercício e Saúde da Faculdade – incluem-se a prática desportiva regular, em ambiente informal, recreativo e intergeracional.

O programa, que salienta a importância de iniciar e manter hábitos saudáveis e ativos na Terceira Idade, tem a duração de 10 meses (setembro a julho). As sessões de ginástica são gratuitas e decorrem duas a cinco vezes por semana, na FADEUP. Em 2016/2017, o grupo contou com cerca de 200 idosos inscritos.

Mais informações e inscrições junto do Gabinete de Recreação e Tempos Livres da FADEUP, Facebook ou através dos telefones 220 425 316 /937 300 129

U.Porto leva Conhecimento à Volta a Portugal em Bicicleta

Qui, 03/08/2017 - 14:12

Iniciativa vai acompanhar as diferentes etapas da 79.ª Volta a Portugal em Bicicleta. (Foto: DR)

A Universidade do Porto é uma das 19 instituições de ensino superior portuguesas que, vão participar na segunda edição da Volta ao Conhecimento, iniciativa que, a partir desta sexta-feira , e atá ao próximo dia 15 de agosto, vai levar a todo o território nacional o saber produzido pelas universidades e pela comunidade científica, a reboque da 79.ª Volta a Portugal em Bicicleta.

Dividida em dez etapas – tantas as quantas as da Volta a Portugal – a Volta ao Conhecimento vai cruzar o país, levando consigo mais de 400 conteúdos disponibilizados em plataformas digitais. Na “caravana” seguirá também um conjunto de cientistas que, em contacto direto com as populações, farão a divulgação e promoção da ciência e do conhecimento “made in Portugal” em áreas tão diversas como o Território, Gastronomia, Saúde e Desporto, Inovação, História, Artes e Ofícios, Música, Ensino Superior, Literatura e Património

Com esta iniciativa pretende-se então promover o conhecimento do território português, do seu património cultural, natural, científico e tecnológico e estimular a aproximação entre as instituições de ensino superior e os territórios onde estão inseridas. Procura-se ao mesmo tempo acentuar a importância da formação e do conhecimento e valorizar a afirmação das regiões como contextos de conhecimento.

Os conteúdos de base científica utilizados em torno das 10 Etapas com Conhecimento – tendo em conta as especificidades do território e o seu contexto científico e tecnológico – estão já disponíveis em www.voltaaoconhecimento.pt. Diariamente, a Volta ao Conhecimento integrará também o programa da RTP Há Volta, durante o qual os investigadores são convidados a divulgar o trabalho realizado no interior das instituições de ensino superior no sentido de melhor conhecer e compreender o território, as paisagens, as pessoas, a sua cultura e as suas tradições.

A Volta ao Conhecimento arranca esta sexta-feira, em Lisboa, palco do prólogo inaugural da 79.ª Volta a Portugal em Bicicleta, e termina a 15 de agosto, em Viseu.

A Volta ao Conhecimento é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES)  desenvolvida em parceria com a Volta a Portugal e a RTP, e com a colaboração das instituições de Ensino Superior, do Conselho dos Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e da Agência Nacional de Inovação (ANI).

Há menos crianças e jovens com cáries dentárias em Portugal

Qui, 03/08/2017 - 12:41

O estudo em que participou o investigador da EPIUnit do ISPUP, Paulo Melo, foi publicado na revista “Community Dental Health”. (Imagem: Pixabay/woodypino)

As crianças de 12 anos e os adolescentes de 18 apresentam menos cáries dentárias, segundo um estudo publicado na revista “Community Dental Helth”, que contou com a participação de Paulo Melo, investigador da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP). Apesar dos bons resultados, que demonstram a importância do programa cheque-dentista, o artigo alerta para a necessidade de se criar uma estratégia mais eficaz de intervenção nas crianças até aos 6 anos de idade.

A investigação, inserida no âmbito do “III Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais”, foi desenvolvida com o objetivo de avaliar a prevalência e as necessidades de tratamentos dentários nas crianças e nos adolescentes portugueses, com o intuito de se delinearem programas estratégicos promotores da saúde oral junto destas populações.

O estudo avaliou 3.710 crianças e jovens com 6, 12 e 18 anos, pertencentes a Portugal Continental e às regiões autónomas. Os participantes foram examinados e responderam a um questionário que tinha em vista obter dados sociodemográficos e conhecer os seus hábitos de higiene oral e alimentares.

Os resultados mostram que a percentagem de crianças e jovens de 6, 12 e 18 anos com cáries dentárias foi de 45,2%, 47% e 67,6%, respetivamente, o que demonstra uma diminuição relativamente aos dados do II Estudo Nacional realizado em 2006.

Paulo Melo, investigador da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do ISPUP, é um dos autores do artigo designado “Caries prevalence and treatment needs in young people in Portugal: the third national study.” (Imagem: Todos os Direitos Reservados)

Os autores constataram que o número médio de dentes atingido por doença no grupo de jovens com 12 anos é baixa (1,18 dentes por criança), tendo sido já ultrapassado o objetivo para 2020 definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a prevalência da doença nesta idade. Também o padrão de saúde oral dos jovens de 18 anos revela níveis de doença moderados, abaixo das expectativas dos investigadores.

Os dados evidenciam que a percentagem de crianças com cárie dentária tem vindo a diminuir de forma muito expressiva e atingiu níveis muito satisfatórios, particularmente nos indivíduos que têm beneficiado das atividades desenvolvidas no âmbito do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO), como, por exemplo, o programa cheque-dentista, aplicado a crianças e a adolescentes a partir de 2009.

Paulo Melo, um dos autores do artigo refere que “a importância do programa cheque-dentista fica evidente ao constatar que quase dois terços dos dentes com cárie se encontram tratados, contrariamente ao que se verificava nos estudos nacionais de 2000 e 2006, realizados nas crianças e jovens de 6, 12 e 15 anos, e publicados pela Direção-Geral da Saúde (DGS)”.

Os resultados encontrados nas crianças de 6 anos revelam que apesar de haver menos crianças com cáries (55% estão isentas de cárie), existem grandes necessidades de tratamento. Sobre este grupo etário, Paulo Melo é da opinião que “estes resultados obrigam a repensar a forma de intervenção nas crianças com idades inferiores a 6 anos, talvez com um programa específico para estas idades com o cheque-dentista”.

Em suma, “pode-se concluir que a evolução da situação de saúde oral em Portugal é muito favorável entre as crianças e os jovens abrangidos pelo Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral”. A aposta em intervenções públicas bem planeadas, progressivas e sistemáticas é uma necessidade, pois as doenças orais são um problema de saúde pública, com o potencial de interferir drasticamente no crescimento e desenvolvimento de crianças e jovens.

O estudo designado “Caries prevalence and treatment needs in young people in Portugal: the third national study.” é também assinado pelos investigadores Rui Calado, Paulo Nogueira e Cristina Sousa Ferreira da Direção Geral da Saúde.

Gordura corporal é fator de risco no aparecimento de cancro da pele

Ter, 01/08/2017 - 15:02

Os elevados níveis de gordura corporal estão diretamente relacionados com o desenvolvimento de cancro da pele. Esta é a principal conclusão de um estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

“As moléculas produzidas pelas células responsáveis pelo armazenamento da gordura, quando em contacto com as células tumorais do melanoma, tornam o tumor mais agressivo, permitindo que adira mais facilmente à superfície de outros órgãos”, explica Pedro Coelho, investigador da FMUP que desenvolveu este estudo, no âmbito do seu doutoramento em Metabolismo – Clínica e Experimentação da FMUP.

Recorrendo a modelos in vitro e in vivo, Pedro Coelho concluiu, ainda, que os elevados níveis de gordura corporal têm um efeito negativo na renovação das células, processo essencial para a eliminação de células “defeituosas”. “Nestas situações o tratamento também pode ficar comprometido, uma vez que a presença destas moléculas no organismo torna as células cancerígenas mais resistentes a tratamentos de radioterapia”, acrescenta o investigador.

Para o investigador, o próximo passo passa por analisar quais alterações produzidas nos melanomas e de que forma a controlar ou bloquear esse processo, evitando assim que a doença se torne resistente ao tratamento. Este estudo contou com a colaboração de profissionais da Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto (ESS-P.Porto) e do Serviço de Radioterapia do Hospital de São João, do Porto.

INESC TEC quer ensinar população a poupar nos consumos de energia

Ter, 01/08/2017 - 12:45

“É um projeto que pretende que todos ganhemos. As casas e os edifícios podem tornar-se mais eficientes, os consumidores poupam dinheiro e todos ajudamos o Planeta”.

Sabe o que significa eficiência energética? É este o mote do inquérito que o INESC TEC está a conduzir junto da população portuguesa. O objetivo a atingir passa por desenvolver ideias inovadoras que, por um lado, ajudam a beneficiar o meio ambiente e, por outro, ajudam o consumidor a ter uma poupança financeira significativa.

O inquérito, que está a ser levado a cabo no âmbito do projeto europeu GReSBAS, pode ser respondido em: http://gresbas.eu/gresbas-site/pt/survey/

 O GReSBAS tem como objetivo aumentar a eficiência energética dos edifícios envolvendo os consumidores e promovendo a sua participação ativa através de uma plataforma que utiliza técnicas de ludificação (uso de elementos e técnicas características de jogos em situações do mundo real) para gerir a energia de forma mais eficiente.

“Ainda há muitas pessoas que não têm noção que já ultrapassamos a bio capacidade do Planeta Terra. Por exemplo, a pegada ecológica de Portugal está em 9º lugar entre os países mediterrânicos e há uma série de comportamentos tão simples de alterar e que, todos juntos, contribuem de forma significativa para atingirmos uma maior sustentabilidade ambiental”, explica Joel Soares, investigador do Centro de Sistemas de Energia do INESC TEC.

Desligar os equipamentos eletrónicos quando já não os vamos usar mais em vez de os deixarmos ficar em stand by, ir de escadas em vez de elevador quando as distâncias são curtas, abrir as janelas em vez de ligar o ar condicionado, não deixar as luzes acesas quando se é a última pessoa a abandonar um local – são apenas alguns exemplos de comportamentos que ajudam a promover um consumo sustentável e, por isso, energeticamente mais eficiente.

“Queremos desenvolver uma plataforma que esteja ajustada à realidade de cada utilizador, mas para isso precisamos de perceber quais as suas necessidades, daí estarmos a levar a cabo este inquérito. Em Portugal é o INESC TEC que está a liderar esta operação, mas os nossos colegas turcos [Istanbul Technical University e MAKEL] estão também a fazer uma consulta à população na Turquia”, refere o investigador do INESC TEC.

O projeto europeu GReSBAS vai instalar demonstradores equipados com sistemas de automação para monitorizar o consumo e implementar ações em Portugal e na Turquia. A grande novidade deste projeto é o facto de as mudanças de comportamentos para atingir uma maior eficiência energética serem promovidas através de uma plataforma de jogo que analisa comportamentos e prevê os consumos de energia.

“É um projeto que pretende que todos ganhemos. As casas e os edifícios podem tornar-se mais eficientes, os consumidores poupam dinheiro e todos ajudamos o Planeta”, conclui Joel Soares.

O inquérito vai estar disponível até setembro, altura em que os dados vão começar a ser tratados. Em outubro os resultados vão ser públicos e, a partir daí, vão ser promovidas uma série de ações de sensibilização para esta questão, nomeadamente através das redes sociais.

O projeto GReSBAS, que teve início em abril de 2016 e vai concluir em março de 2019, é financiado pela TUBITAK e a FCT, no âmbito do programa quadro ERANet Smart Grids Plus initiative.

U.Porto com nota positiva nos Europeus Universitários

Seg, 31/07/2017 - 14:57

A Universidade do Porto participou recentemente nos Campeonatos Europeus Universitários de Futebol 7, Voleibol de Praia e Escalada, tendo alcançado bons resultados naquela que é a mais importante competição europeia das diferentes modalidades, a nível universitário.

A história da equipa de Futebol 7 feminino da U.Porto foi escrita em “casa”. As escolhidas de Daniel Chaves, campeãs nacionais em título e campeãs europeias em 2015, ficaram-se desta vez por um ainda assim honroso 5.º lugar na competição disputada entre 24 e 30 de julho, no Estádio de Leça da Palmeira.

Depois de passarem a fase de grupos em 2.º lugar, com uma derrota frente a uma universidade norueguesa e uma vitória frente à Universidade de Berna (Suiça), as 12 estudantes da U.Porto não resistiu ao poderio da forte equipa francesa da Universidade de Toulouse III, Paul Sabatier, que derrotou a equipa portuguesa nos  quartos de final.

Na disputa dos lugares entre o 5º e o 8º, a U.Porto impôs-se às “colegas” do P.Porto num dérbi da Invicta que só ficou decidido nos penaltis (5-3), e às alemãs da Universidade Técnica de Munique (4-3).

A dupla composta por Tomás Silva e Luís Gomes alcançou o 5º lugar no Europeu de Voleibol de Praia. (Foto: DR)

Voando até Split, Croácia, partimos ao encontro das equipas da U.Porto que marcaram presença nos Europeus Universitários de Voleibol de Praia e Escalada. E ambas com resultados históricos…

No Voleibol de Praia, a dupla  Tomás Silva/Luís Gomes fez um brilhante campeonato, passando a fase de grupos em primeiro lugar. No jogo que lhes daria acesso à meia final, o par orientado pelo treinador Tiago Ribeiro não conseguiu bater o colosso bielorrusso e acabou por sair derrotada por 2-1. No último jogo, a U.Porto, ainda com hipótese de ser repescada para as meias-finais, voltou a perder e terminou a prova num “honroso 5° lugar. Faltou-nos mesmo muito pouco para conseguirmos alcançar as meias-finais. Parabéns a esta dupla fantástica que se bateu de forma digna contra duplas fortíssimas. Demonstraram muita qualidade nas areias croatas. Parabéns também a toda a equipa técnica”, refere Tiago Ribeiro. em jeito de balanço.

A equipa de Escalada registou os melhores resultados de sempre a nível individual por Manuel Carvalho (à dir. na foto) (Foto: DR).

Na Escalada, comitiva da U.Porto faz história ao alcançar o melhor resultado de sempre na modalidade. Na prova de Dificuldade, Manuel Filipe Carvalho ficou em 18.° lugar (o melhor resultado da comitiva portuguesa), seguido de Lucca Cunha (23.°) e Tomás Fontes (28.°).

No combinado, Manuel Filipe Carvalho fica no 15.° lugar, Lucca no 21.° lugar e Tomás em 23.° lugar. Na Velocidade, Manuel Carvalho foi novamente o estudante da U.Porto a chegar mais longe ao alcançar o 11.° lugar (o mlhor resultado absoluto da comitiva da U.Porto) com 7.97s, à frente de Tomás (22.º) e Lucca (23.º). Já na Escalada Boulder, Manuel Carvalho ficou no 23.°lugar, Lucca no 32.° e Tomás Fontes em 34.° lugar. No resultado por equipas, a U.Porto alcançou o 16.º lugar.

Até agora, o melhor resultado da U.Porto nos Campeonatos Europeus Universitários 2017 continua a ser a conquista de duas medalhas (prata e bronze) no Karaté. Em setembro, a Universidade regressa aos principais palcos do desporto universitário europeu para disputar o Campeonato Europeu Universitário de Golfe, que se realiza em Liberec, na República Checa.

Business Ignition Programme 2017 distingue ideia amiga do ambiente

Seg, 31/07/2017 - 10:53

Promotores do Bioaqua Solutions recebem prémio das mãos de Marlos Silva (SONAE). (Foto: DR)

Como reabilitar, manter ou até mesmo construir charcos, lagos e outras massas de água de forma sustentável? Ana Ferreira, Cristina Calheiros e Ester Almeida têm a resposta e ela chama-se Bioaqua solutions – um projeto que disponibiliza soluções inspiradas na natureza para esses ecossistemas aquáticos, com base na otimização dos processos naturais, tornando-os multifuncionais e autossustentáveis. O modelo de negócio, baseado em prestação de serviços a entidades públicas e privadas, mas também a pessoas individuais, agradou ao júri do Business Ignition Programme 2017 (BIP), que atribuiu o primeiro prémio às três investigadoras do Centro Interdisciplinar de investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR),

Foi uma tarde preenchida por ideias empreendedoras e projetos cheios de potencial. Além dos projetos do BIP os presentes puderam conhecer também as ideias do faststart Porto 2017, que foram companheiros de viagem dos do BIP durante as 12 semanas, numa rica partilha de experiências e aprendizagens. Da parte do BIP apresentaram-se sete projetos que, ao longo de três meses, se foram aperfeiçoando com a ajuda de mentores e atividades diversas, promovidas pela Fábrica de Startups. A sessão final da primeira edição permitiu a todos os projetos apresentar a evolução dos seus modelos de negócio quer ao público geral quer aos elementos do júri, que escolheram os vencedores depois de uma série de perguntas sobre os negócios, os potenciais clientes ou os problemas a que cada projeto pode dar solução.

À Bioaqua Solutions coube então o primeiro prémio, no valor de cerca de 4700 euros (1500 euros em dinheiro e o restante em serviços de mentoria e apoio a viagens de negócio). Além disso, a investigadora Ana Ferreira foi também premiada, pela Porto Business School, com uma bolsa integral para um MBA Magellan naquela escola.

O projeto AWASER, desenvolvido na Faculdade de Engenharia (FEUP), ficou em segundo lugar. (Foto: DR)

O segundo prémio foi atribuído ao sistema AWASER, um serviço desenvolvido na Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP) para entidades públicas e privadas que pretendam realizar amostragem de água e análise a micropoluentes orgânicos. Em terceiro lugar ficou o Cropeo, desenvolvido para proteger os alimentos secos de contaminação durante o seu período de armazenamento, com base na libertação controlada de óleos essenciais com efeito antifúgico e inseticida.

As três equipas premiadas recebem mentoria no valor de 2000 euros. A equipa AWASER irá ainda ter a oportunidade de acompanhar a equipa BIOAQUA Solutions numa viagem ao evento DLD Tel Aviv Innovation Festival 2017.

O sistema Cropeo fechou o pódio da primeira edição do ano do BIP 2017 (Foto: DR)

A primeira edição deste ano do Business Ignition Programme, que contou com o apoio da SONAE, da Fundação Amadeu Dias e do Santander Universidades, chega assim ao fim, depois de 12 semanas de trabalho árduo e intensivo das equipas. Ao longo do programa todos os participantes tiveram a oportunidade de desenvolver os vários elementos do seu modelo de negócio, através de uma abordagem de levantamento de hipóteses e sua validação. Durante os três meses as equipas puderam realizar, por exemplo, entrevistas e reuniões com potenciais clientes para aperfeiçoar a adequação das suas soluções a problemas de mercado e consumidores. Puderam também, contando com apoio especializado de mentores, desenvolver e/ou melhorar a sua imagem corporativa e construir canais de contacto tais como websites e materiais de divulgação diversos. Finalmente, através de uma aprofundada análise do mercado concorrente, os participantes puderam adquirir uma melhor noção do valor do seu trabalho científico, que se traduz num visível incentivo e motivação para a sua atividade fora do programa.

Todos estes motivos são um elemento extremamente motivador para a organização do BIP, composta pela U.Porto Inovação, CIIMAR e INESC TEC. As sessões imersivas da 1ª edição mostraram uma crescente evolução das ideias a todos os níveis, fruto do “excelente acompanhamento por parte dos promotores, a Fábrica de StartUps, e dos mentores do projeto mas também em grande medida fruto da interação entre as equipas”, conta Joana Carrilho, da U.Porto Inovação. A próxima edição do Business Ignition Programme arranca em setembro de 2017.

O principal objetivo do Business Ignition Programme é apoiar elementos do mundo académico a transformar o valor científico em valor económico, através da aceleração de uma ideia até um modelo de negócio viável e competitivo utilizando a metodologia Business Model Canvas, de Alexander Osterwalder. O modelo de negócio será posteriormente apresentado e validado junto do mercado, utilizando a metodologia Customer Development, de Steve Blank, facilitando a transferência de tecnologia e promovendo novos negócios com impacto.

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